Geek dos Museus #1 Os melhores do mundo

A visita aos Museus é normalmente algo que ou se adora ou é uma seca. Passar horas fechado num mesmo espaço a olhar para obras com dezenas ou centenas de anos, de alguém que não conhecemos ou que, na maioria das vezes, já nem sequer está vivo, parece realmente uma ideia bizarra. Mas quem já passou por um dos grandes Museus da Europa – Louvre, Prado, British Museum, Galeria Uffizi, Museu do Vaticano, etc – percebe o porquê de existirem e o porquê de despertarem o interesse e a atenção de tantos visitantes. Hoje vou concentrar-me apenas nos 3 primeiros que enunciei e guardar uns quantos para outro dia.

Museu do Louvre

É definitivamente um dos museus mais impressionantes onde já estive, não só pela entrada triunfal marcada por uma grandiosa pirâmide de vidro de 21 metros, como pela dimensão do próprio museu. A tentação quando se entra na galeria é correr em busca dessa célebre obra que é a Mona Lisa de Leonardo da Vinci. Recomendo calma…até porque é provável que saia de lá com alguma desilusão sobre este assunto.

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O Louvre reúne obras de Pintura e escultura francesa, antiguidades Egípcias, gregas e Orientais, pintura e escultura italiana, pintura holandesa e muito mais. Nomes como Donatello, Miguel Ângelo e Rembrant fazem parte da lista de vips que povoam este espaço. O Museu inclui obras reconhecidas como a Vénus de Milo, a Mona Lisa (que by the way é minúscula e não fosse o aparato à sua volta arriscava a que nem se desse por ela), o Escravo, a Liberdade liderando o povo, entre muitas, muitas outras que merecem alguma admiração, mais não seja porque no fim nos sentimos (ligeiramente) mais cultos.

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Recomendo planear o percurso dentro do museu, passando pelos cafés para comer qualquer coisa e descansar os pés. Percorrer o Louvre é uma grande aventura que pode demorar um dia inteiro ou mais, dependendo do grau de envolvimento e a forma como estamos dispostos a aprofundar o contato com as obras-primas.Uma coisa é certa, todo o tempo lá passado não é muito e não será, certamente, dado como perdido. Antes de terminar a visita existe mais uma obra que não passa despercebida…a pirâmide invertida, também em vidro, que assinala a saída do Museu para a Galeria Comercial do Carrousel du Louvre.

 British Museum

Aqui está mais um museu digno de figurar entre os melhores do mundo. Além de ser o mais antigo e incluir tesouros de todos os cantos da terra, possui mais de 6 milhões de peças que abrangem mais de 1,8 milhões de anos de civilização, desde a pré-história até hoje, passando pelo Egito, Grécia, Roma, Japão e Médio Oriente. E melhor ainda…a entrada é gratuita.

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Agora aqui vão algumas curiosidades. O museu inclui peças tão raras e únicas como o Kwakwaka’wakw (e não, não desatei a escrever letra de olhos fechados), uma ave norte-americana de grande porte que servia de bigorna para partir moedas de cobre durante as cerimónia tribais de destruição de bens terrenos, o Carneiro numa Moita (parece que estou a brincar certo?), um ornamento trazido de Ur na Suméria, e um Gato Mumificado (quem mumifica um gato?!) do antigo Egito são algumas das peças mais bizarras que podem ser encontradas no Museu.

Para os mais clássicos existem múmias e sarcófagos para todos os gostos, esculturas do Pártenon, antiguidades chinesas, peças de povos indígenas de todo o mundo, moedas e medalhas, gravuras e desenhos, e muito, muito mais. Recomendo ainda que levantem o pescoço para cima quando atravessarem o Great Court, uma cobertura de vidro que abarca o centro do Museu. É uma vista impressionante.

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Museu do Prado

O Museu Nacional do Prado é outro dos maiores museus do mundo e alberga inúmeras e valiosíssimas colecções, em especial a de pintura espanhola que inclui nomes como Goya e Velázquez. Outros nomes como Rembrandt, Botticelli, Tintoretto, Rubens são outros dos muitos nomes que enchem as salas deste museu.

Um dos quadros mais famosos é provavelmente “As Meninas” de Velázquez mas o quadro que mais me impressiona é “Saturno devorando o seu filho” de Goya. É uma obra assustadora e impressionante ao mesmo tempo. O homem era verdadeiramente atormentado e esta obra comprova-o.

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Mais uma vez o tempo da visita depende do interesse mas garanto que a impressionante coleção das obras de Goya, um génio espanhol cujas obras, em especial no final da sua vida, mostram a sua rebeldia (as Majas são um dos exemplos) e retratam a degradação da sua saúde física e mental.

Esta viagem ainda agora começou. Existem tantos outros grandes museus que aqui merecem o seu lugar, uns pelas obras que guardam, outros pela história que contam do mundo, outros apenas porque são espetaculares. Todos guardam tesouros que devem ser descobertos porque cada pequeno pedaço destes espaços encerra uma mística e uma vontade de saber mais que nos transporta para outro universo.Percebe-se que sou uma geek dos museus. É verdade, não nego. Gosto de me perder nas histórias encerradas nas obras, em especial nos quadros, de perceber o que ia na cabeça dos artistas quando criaram as peças, o que queriam transmitir, que terror, medo angústia, felicidade, alegria que queriam partilhar com o mundo.Até a enigmática Mona Lisa tem uma história para contar e o fascínio dos museus está em descobrir todas essas histórias e torná-las nossas.

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