Munique, uma cidade feliz

Munique é definitivamente uma cidade feliz. É uma cidade é limpa e organizada, recheada de edifícios históricos e culturais, amplas praças e igrejas para todos os gostos e as pessoas parecem de uma forma geral bem-dispostas, alegres e cheias de energia. Apesar de Munique ter sido quase totalmente destruída na II Guerra Mundial renasceu cheia de força e esplendor, orgulhosa de ter sabido sobreviver.

Comecei o percurso pelo centro histórico e pela famosa e movimentada Marienplatz e os seus pitorescos arredores. É aqui que bate o coração da cidade e, já agora que falo em bater, que o famoso carrilhão da Neues Rathaus (Nova Câmara Municipal) bate as horas todos os dias. Pelas 11h, 12h e 17 h é possível admirar a dança das figurinhas que decoram este relógio histórico, um dos muitos elementos decorativos deste edifício neogótico que domina toda a praça, rivalizando atenções com a Altes Rathaus, a antiga câmara municipal construída no século XV e que alberga atualmente o Museu dos Brinquedos.

Por esta Praça cruzam-se também as principais artérias pedonais, que convidam a um passeio, uma compras ou uma tarde animada num dos inúmeros cafés e esplanadas. Estas ruas são o melhor postal da cidade e o truque é deixarmo-nos ir com a corrente de pessoas, deslizando por aqui e por ali conforme algum pormenor nos for captando a atenção como por exemplo uma das inúmeras igrejas. Cada uma tem a sua personalidade e características únicas e representam uma época ou período histórico da cidade. Não deixem de visitar a Peterskirche, a Frauenkirche,a Asamkirche e a Theatinerkirche.

Se, entretanto, a fome aparecer sugiro um pequeno desvio até ao Viktualienmarkt, localizado mesmo atrás da Altes Rathaus. Este mercado é uma verdadeira tentação, misturando e combinando de uma forma única o lado mais tradicional de um mercado , com bancas de fruta, peixe, carne, e o lado mais típico da cidade, os seus Jardins da Cerveja, onde se pode beber a famosa caneca acompanhada de um pretzel gigante ou da bratwurst (a típica salsicha). Cores, cheiros, sabores, risos e gargalhadas misturam-se por aqui fazendo deste, um dos locais mais concorridos da cidade.

Depois do mercado seguimos para a Am Platz, uma praça bem mais pequena que a Marien, mas com uma enorme personalidade e bom humor conseguidas à conta do mais famoso pub de Munique, o Hofbräuhaus, sempre ao rubro e onde a cerveja corre livre e solta. E daqui caminhamos aleatoriamente pelas ruas do centro histórico passando por outras praças como a Promenade, a Salvator ou a Odeon, onde se localiza o imponente Residenz (Casa real da Baviera) e o calmo e verdejante Hofgarten. Por todo o lado encontramos palácios principescos, praças e igrejas e também, para gostos ainda mais requintados, a Maximilianstrasse onde moram as grandes marcas da alta-costura.

Passeando pela zona histórica rapidamente se vai aperceber que é difícil manter um percurso organizado tantos são os pontos de interesse por aqui e por ali, todos a reclamarem a nossa atenção. Recomendo que reserve uns dois dias para conhecer calmamente esta zona e descobrir os seus tesouros.

Mais afastadas do centro da cidade temos a Ludwigstrasse e a Leopoldstrasse, albergam a Universidade Ludwig-Maximilians, a Seigestor (Porta da Vitória), inspirada no Arco do Triunfo romano, Ludwigskirche, uma igreja de estilo italiano romântico que alberga o segundo maior fresco do mundo e a Biblioteca Bayerische Saatsbibliothek, a segunda maior da Alemanha com mais de 6 milhões de volumes.

Ainda por estes lados podemos seguir caminho para a imponente Königsplatz e pelo Bairro Museus, composto por três importantes museus – Alte e Neue Pinakothek e o Pinakothek der Moderne. Podemos também seguir na direção oposta e passear horas e horas do Englischer Garten, o maior parque urbano alemão com mais de 370 hectares de verde e lagos. O parque oferece inúmeras possibilidades de entretenimento, desde os famosos jardins da cerveja, a passeios, jogging, picnics, passeios de barco e até (esta atividade é para mim algo único e que só presenciando vamos acreditar), surf (ou uma espécie de) feito nas águas geladas de um pequeno ribeiro rochoso que por aqui corre.

As margens do rio Isar são outro ponto de interesse que não podemos deixar de visitar, desde o Deutsches Museum, o maior museu de tecnologia do mundo (que para conhecer melhor recomendo tirar um dia inteiro), a Müller’sches Volksbad, um salão de banhos / piscina pública “chique” do século XIX que inclui banhos terapêuticos e uma sauna. Prosseguimos caminho atravessando aqui e ali as diversas pontes com que nos vamos cruzando e apreciando as vistas do rio e o fantástico parque verdejantes que envolve toda esta zona até chegarmos ao grandioso edifício do Parlamento bávaro, o Maximilianeum. Daqui até à EuropaPlatz e ao Friedensengel, o Anjo da Paz que lá do alto olha pela sua cidade, é um pulinho. Voltamos a atravessar uma vez mais uma das inúmeras pontes e deixamos para trás os bairros históricos e proeminentes que decoram as duas margens do rio Isar.

Antes de terminarmos, afastamo-nos ainda mais do centro da cidade para visitar o Olympiapark, o complexo olímpico de Munique, palco das Olimpíadas de 1972 e o mais espetacular concessionário da BMW do mundo. Há quem prefira o Museu que acompanha os 90 anos de história da famosa marca alemã mas acreditem que o concessionário não vos vai deixar decepcionados.

A umas quantas paragens de comboio de distância do Olympiapark encontra-se o famoso e espetacular Allianz Arena, o original estádio construído para o Mundial de Futebol de 2006 e que é agora a casa do mais importante clube alemão, o Bayern.

Por tudo isto convido-vos a conhecer um pouco melhor esta cidade que me apaixonou. Acreditem que vão ficar tão encantos com esta cidade sulista alemã como eu.

Published by Random Traveler

Olá, o meu nome é Sónia, e quando não estou a viajar, estou a planear a próxima viagem ou a sonhar com mil e um destinos que ainda não conheço. Já visitei 38 países e é nessas viagens que nascem as histórias e imagens que aqui partilho. View more posts

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