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O Vaticano, no reino da Igreja Católica

O Vaticano é o menor estado do Mundo e a Capital do Catolicismo. Ocupa apenas 43 ha e tem cerca de 500 habitantes, entre eles o Papa. Foi edificada no local onde S. Pedro foi martirizado e é protegido pela imponente Guarda Suíça.

O Vaticano, passo a passo

Apesar da sua dimensão este pequeno estado tem muito a oferecer, o seu património monumental, histórico, cultural e artístico merece uma visita atenta. Recomendo começar pelos Museus do Vaticano. Primeiro porque logo pela manhã é quando têm menos gente e depois porque é uma das visitas que mais tempo vai ocupar. Estes Museus, onde também se inclui a Capela Sistina, são dos mais ricos que já visitei e albergam uma das mais importantes coleções de arte do mundo – Arte Egípcia, Assíria, Grega, Etrusca e Romana, Arte Medieval e arte dos séculos XV a XIX, entre muitas outras. A visita segue um caminho único que percorre as principais salas e coleções do museu e culmina na Capela, que será certamente um dos momentos altos do dia. A visita poderá durar entre as duas e as cinco horas.

O Vaticano, passo a passo

Saímos do Museu e vamos de seguida para a imponente e sumptuosa Basílica de S. Pedro, o mais importante templo do cristianismo, inaugurado no século XVII. No interior da Basílica o nosso olhar foge constantemente de uma para outra obra de arte. É difícil manter a concentração tal o numero e a beleza das peças que nos rodeiam, já para não falar do espaço em si.

Desde o exuberante Baldaquino que cobre o túmulo de S. Pedro, ao imponente monumento de mármore dedicado ao Papa Alexandre VII, a famosa Piéta de Miguel Ângelo, à Estátua de S. Pedro, cujo pé está gasto devido aos toques dos peregrinos ao longo dos anos e terminando na grandiosa Cúpula de S. Pedro, com mais de 135 m de altura e que só pode ser alcançada por uma escadaria com mais de 535 degraus. Antes de sairmos para a Piazza damos um passeio pelos amplos e floridos jardins do Vaticano, apreciamos a calma e aproveitamos para descansar antes de prosseguir a visita.

Já na Piazza admiramos a obra erigida por Bernini, percorremos, com os olhos no chão, as diversas peças de baixo relevo ali incrustadas, o obelisco trazido Egito por Calígula e as 140 estátuas – santos e mártires, papas e fundadores de ordens religiosas – da balustrada das colunas, que tem 17 metros de largura.

Seguimos pela Via della Conciliazione em direção ao Castel Sant’Angelo, uma imponente fortaleza que tem desempenhado os mais diversos papeis ao longo da história, sendo talvez o mais importante o de protetor dos papas, existindo para isso um corredor subterrâneo que liga a Basílica a este local. Esta seria a via de fuga para o papa em caso de tumultos que coloquem a sua vida em risco. Ao seu lado foi erigida a ponte Sant’Angelo, sobre o rio Tibre, ornada por doze estátuas de anjos esculpidas por Gian Lorenzo Bernini.

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E pela ponte abandonamos este pequeno estado que abriga toda a história de cristianismo e mantém viva a sua história, parecendo aqui e ali, parada no tempo mas sem recusar ou virar costas à modernidade.

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