Geek dos Museus #7 Museu Revolução Cubana

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O Museu da Revolução está instalado no antigo Palácio Presidencial e mostra-nos como foi feita a Revolução e como nasceu o Socialismo em Cuba. Como é óbvio é uma ode ao Movimento 26 de julho e ao seu carismático líder Fidel Castro e aos seus fieis companheiros, Raul Castro, e Che Guevara. O Museu mostra os esforços do Movimento Revolucionário para depor o ditador Fulgencio Batista.

São vários os pontos de destaque do Museu que merece claramente uma visita.

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Canhão do qual El Comandante en Jefe Fidel Castro atacou a embarcação americana Houston durante a invasão da Baia dos Porcos em abril de 1961.

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Os orifícios nesta parede foram feitos por disparos ao Palácio Presencial durante o ataque que ocorreu a 13 de março de 1957. O ataque foi protagonizado pelo Diretório Revolucionário, organização armada da Federação de Estudantes Universitário, com o objetivo de executar o ditador Fulgencio Batista.

Algumas pérolas revolucionárias, com especial destaque para o cartaz onde se vê o líder da Revolução a pedir imprensa livre, algo que como todos sabemos é algo que abunda atualmente em Cuba.

O Museu tem toda uma sala dedicada a Che Guevara, o guerrilheiro argentino que, a par de Fidel Castro liderou a Revolução Cubana entre 1953-1959. Foi o braço direito de Fidel e um dos principais dirigentes do novo estado cubano: Embaixador, Presidente do Banco Nacional, Ministro da Indústria. A 4 de outubro de 1965 Fidel Castro anunciou que deixara Cuba para continuar a lutar contra o “imperialismo”, tendo sido capturado e assassinado na Bolívia, pelo exército boliviano, em colaboração com a CIA, em 9 de outubro de 1967. Foi considerado pela revista norte-americana Time uma das cem personalidades mais importantes do século XX.

Alguns dos muitos elementos que mostram as relações harmoniosas entre o EUA e Cuba. Entre outros podemos ver a invasão da Baía dos Porcos e como o governo cubano ferozmente esmagou a invasão americana, o “nascimento” de Guantanamo, um pequeno território americano que ainda se mantém na ilha comunista, a constituição do embargo económico e o corte das relações diplomáticas em 1961. Marcas de uma relação atribulada que se arrasta desde a Guerra Fria e que só agora dá mostras de ir finalmente mudar.

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O Canto dos Cretinos onde podemos observar 4 fantásticas caricaturas históricas, do ditador Fulgencio Batista, Ronald Regan e do Bush pai e Bush filho, personagens com intervenções marcantes na história da ilha.

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No pátio central é possível contar mais de 300 disparos feitos durante o ataque ao Palácio Presidencial.

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Mais um espaço emblemático no museu é o Memorial Granma, espaço onde está protegido o barco com que Fidel Castro chegou a Cuba, regressado do cativeiro no México para liderar a Revolução. No barco vinha ainda a sua guerrilha armada.

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Missel Cubano e os restos do avião da Força Aérea Americana abatido pelo mesmo a 27 de outubro de 1962. O avião foi abatido por ter violado o espaço aéreo de Cuba durante chamada Crise dos Misseis. Cuba “guardou” durante 19 anos o corpo do piloto do avião uma vez que os EUA não reclamaram o corpo para não terem que assumir a  participação no ataque. O corpo só foi devolvido em 1979.

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Lancha usada durante a invasão da Baía dos Porcos para trazer materiais e homens das embarcações ao largo para as margens da ilha.

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Jeep conduzido pelo El Comadante en Jefe onde é possível encontrar alguns buracos de balas.

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E a homenagem final, um réplica do boné utilizado por Fidel Castro.

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