Myanmar: Itinerário de 2 semanas

Como a maioria dos destinos do sudoeste asiático, Myanmar não se deixa ver todo em poucos dias. É preciso persistência, tempo e muito espírito de aventura e forca de vontade para voltar para casa.

Se não tem a vida toda ou pelo menos um mês para conhecer este país inesquecível, descubra como em duas semanas pode ficar a conhecer alguns dos principais pontos de interesse e como otimizar da melhor forma o tempo disponível. Garanto que no final das duas semanas, vai parecer que esteve lá muito mais tempo. 

O itinerário numa linha: 

Yangon(3 dias) – Bagan (2 dias) – Mandalay (4 dias) – Inle Lake(2 dias) – Yangon (2 dias)

Dias 1-3: Yangon

O que visitar:

  • O pagode Shwedagon, o templo budista mais reverenciado do país
  • Bairro Colonial, uma mistura de tradição, modernidade, com prédios coloniais e modernos, igrejas, mesquitas, templos budistas e hindus, mercados e restaurantes.
  • Pagode Ngar Htat Gyee onde se encontra um dos mais impressionantes Budas sentados de Myanmar.
  • Pagode Kyauk Htat Gyi e o seu colossal Buda reclinado
  • Catedral de Santa Maria, a maior igreja católica do país
  • pagode Sule, localizado no centro de uma rotunda, marca a ntrada na zona histórica
  • Zona Ribeirinha, onde palpita a vida comercial da cidade
  • Pagode de Botataung, um dos santuários mais venerados do país, cujo nome significa “1000 oficiais militares”.
  • Mercados << Bogyoke Aung San
  • Cemitério de Guerra de Taukkya, onde estão milhares de soldados da Commonwealth que morreram na II Guerra Mundial

Onde ficar: recomendo o G Hotel Yagon, fica perto da zona histórica e é muito simpático. Dada a dimensão da cidade é preciso verificar se a localização do hotel é conveniente e perto de algumas atrações. 

Como se deslocar: a pé sempre que possível e de táxi ou tuk tuk para rentabilizar o dia e conseguir conhecer ao máximo a cidade.

>>> Descubra mais sobre Yangon.

Day trips:

Bago, a antiga capital do II Império Birmanes fica a cerca de 90 minutos de Yangon. 

O que visitar:

  • O Templo de Schwemawdaw, um pagode dourado com uma cúpula com 114 de altura;
  • O Templo Hintha Gon, localizado no topo de uma colina junto a Schwemawdaw;
  • Palácio de Kanbawzathad, residência de um dos mais poderosos reis birmaneses;
  • O Buda Nawdawgyi Myathalyaung, um gigantesco buda reclinado de 76 m;
  • O Buda de Schwetalyaung outro gigantesco Buda reclinado, de “apenas” 55 m de comprimento e 16 m de altura;
  • O Pagode de Kyaik Pun, com os seus 4 budas sentados com mais de 25 m de altura.

Como chegar: mais uma vez depende do tempo da viagem. Para otimizar o ideal é alugar um carro ou um guia privado, cuja principal vantagem é ficarem a conhecer a história e as estórias de Bago. 

Descubra mais sobre Bago [brevemente].

Thanlyin + Kyauktan 

Uma mão-cheia de pontos de interesse podem ser encontrados quando nos afastamos do centro da cidade, como as povoações de Thanlyin e Kyauktan

Thanlyin é uma pequena localidade a 17 km de Yangon. 

O que visitar: 

. Ruínas da primeira igreja católica do território de origem portuguesa.  

. Pagode Kyaik Khauk, templo com 800 anos que se diz conter cabelos do Buda. 

Kyauktan é uma pequena povoação a 20 km de Yangon.

O que visitar:

. O seu magnífico pagode no meio do rio — Pagode Ye Le;

. O mercado junto ao rio

Como chegar  a Thanlyin e Kyauktan: através de táxi (podem pedir no vosso hotel ou negociar diretamente) ou contratando um guia privado (a minha opção).  Para os mais aventureiros, podem alugar uma scouter.

>>> Descubra mais sobre Thanlyin e Kyauktan.

Dias 4 e 5:Bagan

O maior complexo de templos budistas, estupas e mosteiros do mundo, mais de 2000, património da UNESCO.

O que visitar:

  • O Templo de Ananda, o mais venerado pelos budistas birmaneses e conhecido pelos seus quatro budas dourados; 
  • O templo Shwezigon, com a sua enorme cúpula dourada e a árvore Chayar que floresce durante todo o ano;
  • O Sulamani, cujas pinturas morais estão ainda magnificamente preservadas;
  • O Htilominlo, um templo triunfante cuja torre central atinge os 46 m de altura;
  • A zona histórica de Bagan: Porta de Tharabar e as muralhas da cidade e um conjunto de templos menores e menos conhecidos;
  • As indústrias familiares que produzem peças de artesanato lacadas. 

Como chegar: de Yangon para Bagan a forma mais rápida é de avião, não chega a demorar uma hora e a experiência de aterrar no aeroporto local é um momento bem divertido (não vou contar para não estragar). Do aeroporto até à cidade existem táxis disponíveis mesmo à saída do aeroporto.

Onde ficar: recomendo o Bagan Thande Hotel. Segundo os taxistas é o melhor de Bagan e com a varanda para o rio de onde vi um espetacular por de sol não foi difícil acreditar. 

Como se deslocar: de e-scouter, que podem ser alugadas no hotel e são muito fáceis de conduzir, de carroça ou de carro alugado. 

>>> Descubra mais sobre Bagan.

Dias 6 a 9: Mandalay

O que visitar:

  • O Palácio de Mandalay
  • O Monte de Mandalay
  • Mercado Zegyo
  • Templo de Mahamuni
  • Mosteiro de Shwe In Bin Kyaung
  • O templo de Eindawya

Como chegar: de Bagan para Mandalay podem seguir de autocarro que demora uma vida porque as estradas são más, de avião, de barco. Fui de carro, aproveitando que é um pouco mais rápido que o autocarro, deu para conhecer um pouco melhor o interior de Myanmar. 

Onde ficar: fiquei no Bagan King, opção que recomendo. Era bem localizado, junto a zona de animação noturna e a cerca de 25 minutos a pé do palácio. 

Como se deslocar: sempre que possível, sempre que estiver cansado de tuk tuk. 

Descubra mais sobre Mandalay [brevemente].

Day Trips:

Amarapura 

Antiga capital birmanesa, cujo nome significa “Cidade da Imortalidade. 

O que visitar:

  • A ponte de U Bein, a ponte de madeira com mais de 1 km que é altamente instagramável ao por do sol; 
  • O mercado que cresceu na entrada da ponte
  • A pequena aldeia do outro lado da ponte.

Descubra mais sobre Amarapura [brevemente]

Como chegar: a forma mais típica é de tuk tuk. É um passeio simpático e bem negociado não fica caro.

Inwa + Mingun + Sagaing

Inwa

Foi a capital birmanesa  com maior duração, cujos vestígios são visíveis até hoje.

O que visitar:

  • O pagode de Htilangshin
  • O pagode de Schwedigon, o maior templo de Inwa
  • O pagode de Nogatataphu, cuja estupa dourada sobressai acima dos campos de arroz
  • O mosteiro de Maha Aungmye Bonzan Kyaung, um dos poucos edifícios sobreviventes originais
  • A Torre de Nan Myin, inclinada desde o terramoto de 1839 fazia parte do complexo do palácio 
  • O mosteiro de Bagaya Kyaung, um dos poucos mosteiros de madeira que ainda resistem

Mingun

Conhecida quase exclusivamente pelo gigante pagode que ali começou a ser construído e nunca foi terminado.

O que visitar:

  • O pagode de Pahtodawgyi, um templo que, caso tivesse sido terminado seria o maior do mundo, com uma altura superior às pirâmides egípcias
  • O Pagode Settawya, o pagode branco construído para abrigar uma pegada do Buda
  • O pagode de Hsinbyume, o pagode branco mais instagramavel de Myanmar
  • O grande sino de Mingun, com mais de 90 toneladas é o único no mundo com este tamanho que ainda toca
  • A aldeia envolvente

Sagaing, é um pequeno monte a cerca de 20 km de Mandalay, local de grande espiritualidade onde residem mais de 6000 monges.

O que visitar:

  • O Templo de Soon U Ponya Shin, localizado no topo da colina de Sagaing;
  • O Templo de Umin Thounzeh, conhecido pelas 45 imagens do Buda colocadas lado a lado;
  • O Pagode de Kaunghmudaw com 46 m de altura;

Como chegar: contratamos um guia local que variou os meios de transporte ao longo de todo o dia, o que foi muito bom. Fomos de barco até Mingun, que conhecemos a pé. A Inwa chegamos de carro, seguido de barco para a travessia do pequeno rio, e conhecemos a aldeia de carroça. Para Sagaing fomos de carro e subimos a encosta a pé. 

Descubra mais sobre Inwa, Mingun e Dagaling [brevemente]

Dias 10 e 11: Lago Inle 

O Lago Inle é um mundo à parte, onde os seus habitantes construíram um estilo de vida em estacas de bambu e madeira.

O que visitar:

  • Nyaungshwe, a aldeia que é a porta de entrada no lago
  • A “floresta” de estupas de Shuwe Inthein, complexo com mais de 1000 estupas
  • Inpawkhon, vila onde se concentra a maior centro de produção de seda
  • Os jardins flutuantes de Intha

Como chegar: mais uma vez, o avião é a opção mais rápida e mais uma vez o aeroporto é delicioso de tão rústico. 

Como se deslocar: na pequena povoação de Nyaungshwe a pé. No lago, obviamente de barco, apesar de em algumas aldeias existirem alguns passadiços de madeira onde podemos passear. 

Descubra mais sobre Inle Lake [brevemente]

Dias 12 e 13: de volta a Yangon

Ferrovia Circular

A Linha Circular de Yangon, um loop de 46 quilómetros com a duração de cerca de três horas, uma das melhores formas de conhecer a vida local.

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