5 capitais europeias a visitar este Outono

5 capitais europeias a visitar este Outono.png

Berlim

Berlim é uma metrópole vibrante. Percorrer a cidade é descobrir um dos maiores fenómenos de reconstrução pós-guerra com amplas avenidas, parques verdejantes, ruas limpas. Numa visita a Berlim, mais do que percorrer caminhos e percursos turísticos devemos deixar-nos envolver pela cidade e seguir os seus ritmos e palpitares.

berlim

Londres

Londres é um destino ideal para o Outono, com as folhas a amontoarem-se aos nossos pés nos inúmeros parques da cidade, aquele friozinho e as casas de chá sempre prontas para aquecer o corpo e alma. Por Londres há sempre coisas novas a descobrir…é uma daquelas cidades onde a cada visita encontramos sempre algo novo e saímos de lá a saber que houve qualquer coisa que ainda não foi desta que conseguimos fazer.

londres

Paris

Paris é a escolha óbvia. Os seus meus museus, os bairros tradicionais, Notre Damme, esta cidade tem tanto para ver e descobrir…quando de fala de aventura, Paris é uma cidade incontornável.

6455e-paris2528322529

Amesterdão

É uma cidade moderna e cosmopolita, onde nos deparamos em cada casa e em cada rua com marcas da sua história de riqueza e prosperidade. Amesterdão é uma cidade de contrastes, liberal e única como nenhuma outra. Com bicicletas por todo o lado, casas tradicionais e ambiente familiar, transborda boa disposição, com pessoas de todas as origens que se diverte e convive como se fossem vizinhos e amigos de longa data.

Amesterdão (18)

Dublin

Dublin é uma cidade que parece ter parado no tempo… prédios de tijolos e fachadas únicas e coloridas, prédios baixos, monumentos intocados, catedrais e igrejas centenárias, um castelo medieval, bares escuros de madeira. A todos estes argumentos junta-se uma vida noturna de grande qualidade. É uma a cidade que nos recebe de braços abertos. Dublin é a cidade ideal para uma escapadinha de outono.

dublin

Temos Vencedoras! :: Passatempo Regresso às Aulas

O Travel Random Notes e a Science4You juntam-se mais uma vez para dar a descobrir as maravilhas que o mundo tem para nos oferecer.

Temos para oferecer 2 jogos educativos a dois verdadeiros exploradores e aventureiros: 1 Kit Explorador 7 em 1 e uns (1) Binóculos.

O passatempo irá decorrer até dia 19 de setembro.


O passatempo está inserido na campanha de Regresso às Aulas com a Science4you onde podem descobrir outras surpresas.

PARABÉNS Miriam Silva e Elisa Esteves que vão receber estes aventureiros brinquedos. Espero que gostem e partilhem aqui fotos ou noticias das aventuras dos vosso pequenos exploradores. 

 

 

Pocitlej, um tesouro a descobrir

Pocitlej.png

Pocitelj é uma pequena vila da Bósnia e Herzegovina, com uma população atual de 869 habitantes. A vila, construída numa colina, é Património da Humanidade da Unesco e tem uma fascinante mistura de arquitetura medieval e otomana. Vila fortificada foi construída na margem esquerda do rio Neretva, supostamente no ano de 1383, e é conhecida como a “vila de pedra”. No século XVIII Počitelj tornou-se uma vila fronteiriça muito importante estrategicamente entre a Herzegovina otomano e a Dalmácia veneziana. Com o domínio austro-húngaro na Bósnia e Herzegovina em 1878, Počitelj perdeu a sua importância estratégica e deteriorou-se nas décadas seguintes.

Pocitelj contém apenas algumas casas dispersas, cafés, a Torre do Relógio, um forte muralhado mesmo no topo da colina, uma magnifica mesquita, cujo minarete é visível de quase todos os pontos da vila, e inúmeras romãzeiras de onde é produzido um dos mais deliciosos produtos locais, o sumo de romã.

Pocitlej (1)Pocitlej (3)Pocitlej

O Forte de Počitelj foi construído durante vários seculos e representava um importante Sistema de defesa da vila.  Construído 45 m acima do nível do mar, oferece vistas deslumbrantes ao longo do rio Neretva de toda a vila. A mesquita de Hadži Alija’s, outro dos símbolos da vila, é um exemplo da arquitetura otomana na vila e ocupa uma posição central na vila, perfeitamente enquadrada com a natureza circundante. Uma visita à vila não fica completa sem uma passagem pela Torre do Relógio, construída em pedra e datada de 1664.

Pocitlej (4)Pocitlej (6)

Destacam-se ainda outros edifícios como o mekteb (escola primária muçulmana), o imaret (cozinha), a medresa (escola secundária muçulmana), o hamam (banhos públicos) e a Han (posada pública). Estas estruturas remontam a meados do século XVII. Falta ainda referir a casa dominante de Počitelj, Gavrakanpetanović, um complexo de três edifícios menores construídos nos séculos XVI e XVII. O edifício central foi convertido nos anos 60 e 70 em alojamentos para artistas da Colónia Internacional de Arte e atualmente recebe artistas de todo o mundo.

Pocitlej (2)

Durante a Guerra dos Balcãs que decorreu entre 1992-96 a vila foi bombardeada e sofreu extensos danos. Em 1996, Pocitelj foi adicionado ao World Monuments Watch, a lista que reúne os patrimónios históricos ameaçados.

Počitelj tem um ar mágico que transcende o tempo. É verdadeiramente uma pérola da Bósnia e Herzegovina e um tesouro que deve ser mantido intocável.

À descoberta de Perast

Perast é uma pequena cidade localizada na baía de Boka Kotorska, a uns 30 minutos de Kotor. Quando passeamos pelas suas ruas estreitas parece-nos uma cidade fantasma e abandonada. Como não tem uma zona de praia Perast não recebe muitas visitas e as que recebe são na sua maioria turistas de visita à Ilha de Nossa Senhora das Rochas. É aqui em Perast que se apanha o barco para visitar esta peculiar igreja localizada no meio da baía.

Perast.png

No entanto Perast tem alguns tesouros a descobrir. Apesar da sua dimensão, a cidade tem inúmeras igrejas e palácios que testemunham uma época em que foi mais do que um ponto de passagem, uma época em que era uma cidade rica e poderosa e um importante centro marítimo na costa do Adriático. Durante o domínio da República de Veneza, Perast teve o seu auge, tornando-se um lugar estratégico para a defesa da baía e da cidade de Kotor.

Perast (9)Perast (8)Perast (7)

Perast é a cidade ideal para deambular pelas ruas e apreciar a sua beleza, calma e os diferentes palácios e igrejas. Destas destaca-se a Igreja de São Nicolas (Crkva Sv Nikole), cujo campanário de 55 m de altura é a imagem mais forte da cidade, sobretudo quando nos aproximamos de barco. Foi construída no século XVII com as pedras trazidas da Ilha Korcula, na Croácia. Ao contrário de Kotor a cidade velha não tem uma muralha defensivo, mas sim nove torres, construídas pela marinha da República de Veneza nos séculos XV e XVI.

Perast (3)Perast (6)

Ponto de passagem obrigatório numa visita a Perast é a Ilha de Nossa Senhora das Rochas, uma das duas ilhas ao largo da cidade (a par da Ilha de S. Jorge). Ao contrário da Ilha de S. Jorge, a Nossa Senhora das Rochas foi artificialmente construída, segundo a lenda, por um marinheiro que ali largou grandes rochas. Todos os anos, no mesmo dia, os moradores levam pedras até à ilha, continuando até hoje a tarefa de a manter. Já a Igreja foi fundada, por um pescador que, após o seu barco ter naufragado, encontrou uma relíquia de Nossa Sra, numa rocha. Este achado fez com que fizesse um voto de aqui construir uma igreja, que foi concretizado em 1630. A igreja passou a proteger pescadores e marinheiros. Devido à importância de Nossa Senhora das Rochas na região, foram feitas, ao longo dos anos, centenas de oferendas à igreja incluindo 68 telas a óleo de famosos mestres barrocos e mais de 2.500 chapas de ouro e prata. Hoje, esses tesouros podem ser encontrados no interior da capela, numa visita que recomendo fazer.

Perast (5)Perast - Nossa Senhora das RochasPerast (4)

Perast assume-se assim como uma das principais atrações da Baía de Kotor, com a sua rica arquitetura veneziana, os seus 16 palácios barrocos, 17 igrejas católicas, várias estruturas ortodoxas, as suas 9 torres defensivas e a sua beleza natural, considerada atualmente como Património da UNESCO.

Perast (1)

Mostar, uma cidade que não vou esquecer

Para perceber a Bósnia e a própria cidade de Mostar é preciso conhecer a história deste território desde a sua origem. A Bósnia e Herzegovina nasceu da dissolução da Jugoslávia, mas as suas origens datam à época do Império Romano. Outros importantes impérios passaram por esta região deixando as suas marcas e fazendo da Bósnia a mistura de etnias que é hoje, nomeadamente o Império Otomano, na segunda metade do século XV até 1878, e o Império Austro-Húngaro que durou até à I Guerra Mundial.

Mostar.png

No final da Guerra nasce a Jugoslávia, anexando entre outros territórios a Bósnia, governado por Tito, um ditador que conseguiu manter a união entre povos e etnias distintos até 1981, ano da sua morte. A paz entre os povos, após a sua morte, durou até 1991, quando a Bósnia e Herzegovina, a Croácia, a Servia e a Eslovénia se uniram a declarar a independência da Jugoslávia, dominada pelos sérvios. Em resposta os nacionalistas sérvio-bósnios (que basicamente não queriam a independência) começam a perseguir os muçulmanos. Recorde-se que o país estava dividido entre cristãos, os sérvios de maioria ortodoxa e os croatas católicos, e os bósnios maioritariamente muçulmanos. De 1992 a 1995, enquanto durou a guerra civil nos Balcãs, morreram mais de 200 mil pessoas naquelas terras e 2.5 milhões fugiram dos horrores da guerra. Apenas os ataques aéreos da NATO conseguiram levar os sérvios da Bósnia a conversações de paz em 1995, o que levou à assinatura do Acordo de Dayton.

O acordo deu origem à Bósnia e Herzegovina, composta pela Federação da Bósnia e Herzegovina (que inclui muçulmanos e croatas) e a Republica Srpska (onde se localizam os sérvios). Assim, o país continua separado, mas unido em torno de uma mesma bandeira. A população continua a representar esta mistura de etnias com 48% Bósnios (essencialmente muçulmanos), que vivem essencialmente na zona mais central, 37% de Sérvios (Ortodoxos) no norte e este do país e 14% Croatas (Católicos) essencialmente no sul e oeste. O próprio governo do país espelha esta separação com uma governação tripartida que muda de x em x meses, para dar lugar a que as três etnias se vejam  representadas.

É assim fácil perceber a dicotomia em que a Bósnia e em particular a cidade de Mostar se encontram. Mostar está, como o país, dividida em duas partes, de um lado os muçulmanos bósnios e do outro sérvios e croatas, cada grupo ocupando uma das margens do rio Neretva que funciona como fronteira natural entre elas. As suas pontes têm sido, desde sempre, pontos de aproximação.

No entanto, ao entrar na cidade são visíveis as cicatrizes que persistem da guerra civil, com prédios ainda por reconstruir e outros com as marcas visíveis de tiroteios ou rajadas das armas (para memória futura dizem). Esta é uma das imagens que mais me marcou e que até hoje não consegui processar. Imaginam-se a viver em apartamentos cuja fachada está completamente coberta de buracos de bala, memoria sempre presente de uma guerra recente?

Mostar (11)Mostar (10)Mostar (9)

Quando chegamos à zona histórica, sobretudo após atravessar o rio Neretva, o impacto é ainda maior e a primeira pergunta que nos surge é “De certeza que estamos na Europa?”. A influência otomana é evidente. O recorte da cidade está coberto de telhados e minaretes de mesquitas, as ruas parecem bazares, com artesanato e restaurantes muçulmanos, e cheira a shisha por todo o lado.

MostarMostar (15)Mostar (14)
Claro que um dos principais pontos de visita da cidade é a Ponte Stari Most, um ícone que ligou durante mais de 400 anos os dois lados da cidade, uma ponte de ligação entre dois mundos distintos e uma ponte de entendimento entre ocidente e oriente. A ponte ficou famosa pela forma como foi ataca e destruída durante a Guerra dos Balcãs, “um dia triste para todos os habitantes da cidade”, segundo nos disseram. Foi reconstruída em 2004 e é atualmente um dos principais atrativos da cidade, símbolo da coexistência de comunidades de diversas origens culturais, étnicas e religiosas, sublinhando os esforços ilimitados da solidariedade humana para a paz e cooperação. A Stari Most é nos dias de hoje local de passagem de muitos turistas e dos famosos saltos para a água.

Mostar (16)

Curiosamente, explicaram-nos que se nos quisermos atirar temos que solicitar autorização aos “Guardiões da Ponte”, ensaiar os saltos num local nas suas imediações e só depois de dominar o salto de menor altura nos autorizam a saltar da ponte. Toda esta explicação suscitou-me logo uma questão…existem assim tantos visitantes de Mostar que tenham o súbito desejo de se atirar de uma ponte da altura de 30 m? Estranho! Por mim deixo essas acrobacias para os locais ou para os profissionais do Red Bull Clif Diving que por ali passa todos os anos. A ponte e o centro histórico de Mostar foram classificados como Património Mundial da UNESCO em 2005. No Museu da Ponte Velha que fica instalado numa das torres de defesa pode não só ter uma vista diferente da ponte como conhecer através de uma exposição a sua história. Na outra torre poderá visitar uma exposição fotográfica com poderosas imagens da guerra captadas pelo fotografo Neozelandês, Wade Goddard, durante a guerra.

Mostar (3)Mostar (6)Mostar (2)

No entanto Mostar vai muito para além da Ponte Velha. Percorrer as suas ruas é uma verdadeira revolução para os sentidos com as cores das peças de artesanato, os cheiros dos restaurantes e dos bares de sisha e as imagens dos edifícios envolventes, bem como a atenção que é necessário ter quando caminhamos, uma vez que as pedras do chão, seixos do rio, estão lisas e escorregadias por mais de 400 anos de utilização. Por toda a cidade encontramos ainda pedras com a inscrição “Don’t Forget” cujo objetivo é manter viva a memória da destruição da ponte e da cidade de Mostar, não só aos seus habitantes (como se isso fosse possível) mas também a todos os visitantes que anualmente por ali passam.

Mostar (4)Mostar (1)
Neste percurso é possível ficar a conhecer a Kriva Cuprija, uma pequena ponte que atravessa o riacho Rabobolja e que foi construída como teste para a Stari Most. Foi nela que testaram a inclinação e os materiais antes de avançar com a ponte principal. Outro ponto de passagem é a mesquita Koski Mehmed Pasa, datada de 1617 e reconstruída em 2001, após a guerra. Esta foi a primeira vez que entrei numa mesquita e achei o seu interior cheio de simbolismos. Desde o nicho totalmente pintado, de onde o íman faz as orações e que está construído para refletir a sua voz para os restantes crentes, virado obviamente para Mecca, o Minber, uma espécie de altar onde o íman faz as orações nos dias sagrados e o domo cuja pintura altamente elaborada representa os céus.

Mostar (12)Mostar (8)Mostar (5)

Mostar é definitivamente uma cidade para deambular e absorver. Tudo aqui é diferente do que estamos habituados e a memória da guerra surpreende-nos a cada esquina, seja pelas placas “Don’t Forget”, pelos edifícios esburacados ou destruídos, pelos edifícios claramente reconstruídos ou por um qualquer habitante local que partilha uma memória desses tempos. O impacto que nos deixa é real e eu pessoalmente não me consegui desligar do facto de esta guerra ter pouco mais de 20 anos, ter sido tão fatal e sobretudo tão próxima de todos nós que vivemos na Europa e de me ter passado tão ao lado.

Guia Prático: 
Como ir: A partir do aeroporto de Sarajevo ou de Dubrovnik, de autocarro ou comboio.

Como se deslocar: a pé, uma vez que na zona histórica não circulam veículos automóveis.

Onde e o que comer: apesar da passagem por Mostar ter sido curta recomendo o restaurante Sadrvan, além da comida tradicional e da simpatia dos empregados, tem um pátio interior muito agradável.

A moeda: a moeda é o Marco Bósnio (BAM), obviamente de valor inferior ao euro.

Pontos de Vista #37

Kotor é a cidade dos gatos. Nunca vi em lado nenhum tantos bichanos. Em cada esquina, nos portões, nas lojas, nos bancos de jardins. Cada um com o seu feitio e com a sua simpatia.

 

IMG_9882

Olha um cesto. Vou já ficar por aqui e empurrar estes recuerdos dos turistas para o chão

IMG_9880

Deslarguem-me…está demasiado calor para festas.

kotor

Olha uma mala. Parece confortável para me instalar

KOTOR2

Fotos ok mas não venhas cá com festas.

kotor3

Donativos para gatos abandonados? Ponha aqui nesta caixinha pf