5 realidades que fazem de Cuba…Cuba

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1.Duas Moedas

Como é que um pais tão pobre pode ter duas moedas? Porque é Cuba, e em Cuba tudo é possível. E porque é que os turistas se sentem sempre (meio) enganados porque a “sua” moeda vale tanto ou mais do que o euro ou o dólar? Porque na verdade é um esquema bem montado do qual não se pode fugir. Podemos trocar dinheiro pelo peso Cubano? Não. Apesar disso Cuba é um destino em conta, certo? Não. A comida é cara. Os táxis são caros. Tudo é caro, sobretudo quando comparado com o nível de vida local. Aí é só luxuoso.

2. Quarto de Hotel procura-se

Sim, é possível chegar a Cuba depois de uma viagem de 8 horas e com o jet lag ao rubro e não ter quarto de hotel. Quando só queremos desmaiar na cama mais próxima dizem-nos que estão cheios, ou que houve qualquer coisa e lá ficamos mais uma hora à espera para nos levarem para o Hotel mais próximo que tenha um quartito para nós. E no dia a seguir logo se vê…porque tudo se resolve.

3. Livre Concorrência

Sim, ela existe mas Cuba Style. Que é como quem diz…as 2 empresas de transporte que existem são do estado, as 5 empresas “oficiais” de táxis idem, e por aí fora. A concorrência, parece-me, estimula algum brio profissional pela qualidade do serviço prestado e isso é bom. Quanto ao resto é só para confundir o estrangeiro.

4. Internet à velocidade da Luz

Que é como quem diz…zero! Ela existe mas quando compramos o cartão para tentar aceder pode correr bem ou mal. Podemos gastar o crédito todo só a tentar abrir a homepage do Google ou podemos conseguir ver 5 filmes no Youtube e percorrer 10 dias de Facebook. Na verdade é uma questão de sorte.

5. Publicidade Zero

Nós que somos constantemente bombardeados por mupis, outdoors e afins por todo o lado primeiro estranhamos. Não percebemos bem o que se passa à nossa volta. Sentimos falta de alguma coisa mas não sabemos o quê. Depois percebemos…não há publicidade! Claro que não…é um país comunista!

Tudo isto faz de Cuba um país único que nos tira da nossa zona de conforto. O que de vez em quando é importante para valorizarmos o que tão banalmente usamos diariamente.

6 Destinos para apreciadores de cerveja

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1.Bruxelas

Por Bruxelas (bem como por toda a Bélgica) a cerveja é rainha. São centenas as diferentes variedades e sabores, com nomes que não lembram a ninguém como La Morte Subite e Guilhotine. A Bélgica deve ser o país no mundo que mais variedades de cervejas vende, mais de 400! Por este motivo, pedir uma cerveja é por si só uma experiência. Se dissermos apenas “quero uma cerveja”, seguem-se uma serie de perguntas que, para quem só conhece a preta e a loura nos deixam baralhados. Existem inúmeras cervejarias espalhadas pela cidade, na sua maioria com produção própria. Recomendo a À La Morte Subite, uma das mais antigas (1928) e reconhecida pela sua cerveja com cereja.

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2.Dublin

Cidade da famosa Guinness Storehouse, espaço dedicado à história e confecção de cerveja mais famosa do mundo, não podia ficar de fora. O seu museu é um dos espaços mais visitados da Irlanda e um must have numa visita a Dublin, bem como uma visita aos icónicos pubs espalhados por toda a cidade, muito para além de Temple Bar. Para mim é, sem dúvida, uma das ¨melhores cervejas do Mundo.

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3. Munique

A relação de Munique com a cerveja é mundialmente conhecida, pelo que não é de estranhar que por todo o lado exista um bar ou uma cervejaria onde este líquido é rei.Os três mais tradicionais são o Hofbräuhaus, na Am Platz, o Augustinerbräu, na Neuhauserstrasse, e o Löwenbräukeller, na Stiglmairplatz, mas existem muitos mais espalhados por toda a cidade. A cerveja é de grande qualidade, de produção artesanal e servida, em grandes canecas. Um paraíso.

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4.Amesterdão

A Guinness está para Dublin, como a Heineken está para Amesterdão. Só nesta cidade é possível viver a verdadeira Experiência Heineken, visitando a primeira  cervejaria da marca, no centro de Amesterdão.  Além da visita é possível aprender como se tira a melhor cerveja e no final provar a dita cuja. Depois é só transportar a experiência para um dos muitos bares e café da cidade.

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5.Cuba

Estranho Cuba estar nesta lista? Talvez, mas na verdade as duas únicas cervejas que por aqui podemos pedir são de grande qualidade, quer a preta Bucanero, quer a loira Cristal. Rivalizam, ali taco a taco, com mojitos e Cuba libres. São servidas sempre muitos frescas o que também é fundamental dado o calor que nos esgota as forças.

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6.Tallin

Cerveja de mel? Parece estranho? Também achei mas não quis deixar de experimentar…e é boa, muito boa. A par desta cerveja podemos ainda provar nos diversos restaurantes de inspiração medieval cervejas artesanais de sabores intensos que nos transportam para outra época. Os sabores são fortes e a cerveja é um pouco diferente da que estamos habituados mas mesmo assim vale a pena arriscar.

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Pontos de Vista #28

A Revolução continua bem presente nas ruas de Cuba, nestas fotos Havana e Matanzas.

A Revolução Cubana foi um movimento armado que destituiu o ditador Fulgencio Batista em 1959 pelo Movimento 26 de Julho liderado por Fidel Castro e com o apoio do General Che Guevara.

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Hotel Nacional, um baú de memórias

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O Hotel Nacional foi construído no inicio dos anos de 1930 pela empresa Americana McKim, Mead & White and Purdy & Henderson Co.com inspiração Art Deco Arábica, com apontamentos Mourisco-Hispânicos entre outros estilos arquitectónicos. Foi declarado Monumento Nacional pela sua riqueza arquitectónica e importância na história de Cuba.

O luxo deste hotel contrasta com a pobreza e degradação geral da cidade mas é também um abrir de olhos para os contrastes que este tipo de regimes acaba por ter e que está à vista de todos nas ruas de Havana.

Abaixo algumas curiosidades deste Hotel que ocupa um lugar especial na história local.

# Foi construído num morro lado a lado com canhões que ainda por ali ficaram dos tempos coloniais e que ainda hoje podem ser encontrados nos seus jardins.

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# Por ali passaram hospedes tão ilustres como Eduardo VIII (príncipe de Gales), Jack Dempsey, Sir Winston Churchill, Mario Moreno (Cantinflas), Fred Astaire,  Gary Cooper, Nelson Rockefeller, Frank Sinatra, Ava Gadner, Sir Alexander Fleming, Marlon Brando, John Wayne, Walt Disney, Gabriel García Márquez, Robert de Niro, Arnold Schwarzenegger, Diego Armando Maradona, Francis Ford Coppola, Muhammad Ali, entre tantos outros. Inúmeros dos quartos ocupados por estes notáveis foram preservados e alguns foram inclusive declarados património histórico, possuindo fotografia e biografias dos seus ilustres ocupantes.

# Em 1946, o hotel recebeu um dos maiores encontros da Mafia (sim, estão a ler bem), tendo sido obrigado a fechar as portas ao publico em geral para poder receber algumas das mais importantes famílias da Cosa Nostra. As suites onde esta reunião teve lugar estão preservadas até hoje e são atração nacional.

# Nos anos 1950 a administração do Hotel (americana) recusou alojar Josephine Baker e Nat King Cole, com fundamentos puramente racistas.

# Ainda durante os anos de 1950 o Hotel foi o Quartel General do Movimento 26 de Julho, liderado por Fidel Castro. Com o Triunfo da Revolução Cubana em janeiro de 1959 o Hotel passou para as mãos do estado Cubano, tendo a administração americana abandonado o país.

# Em 1962 o Hotel tomou parte ativa na famosa Crise dos Misseis. Foram construídos espaços para artilharia anti-aérea e trincheiras militares nas suas encostas como defesa para um possível ataque.

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# É o melhor local de Havana para beber um mojito com a melhor vista possível sobre o Malecón.

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Geek dos Museus #7 Museu Revolução Cubana

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O Museu da Revolução está instalado no antigo Palácio Presidencial e mostra-nos como foi feita a Revolução e como nasceu o Socialismo em Cuba. Como é óbvio é uma ode ao Movimento 26 de julho e ao seu carismático líder Fidel Castro e aos seus fieis companheiros, Raul Castro, e Che Guevara. O Museu mostra os esforços do Movimento Revolucionário para depor o ditador Fulgencio Batista.

São vários os pontos de destaque do Museu que merece claramente uma visita.

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Canhão do qual El Comandante en Jefe Fidel Castro atacou a embarcação americana Houston durante a invasão da Baia dos Porcos em abril de 1961.

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Os orifícios nesta parede foram feitos por disparos ao Palácio Presencial durante o ataque que ocorreu a 13 de março de 1957. O ataque foi protagonizado pelo Diretório Revolucionário, organização armada da Federação de Estudantes Universitário, com o objetivo de executar o ditador Fulgencio Batista.

Algumas pérolas revolucionárias, com especial destaque para o cartaz onde se vê o líder da Revolução a pedir imprensa livre, algo que como todos sabemos é algo que abunda atualmente em Cuba.

O Museu tem toda uma sala dedicada a Che Guevara, o guerrilheiro argentino que, a par de Fidel Castro liderou a Revolução Cubana entre 1953-1959. Foi o braço direito de Fidel e um dos principais dirigentes do novo estado cubano: Embaixador, Presidente do Banco Nacional, Ministro da Indústria. A 4 de outubro de 1965 Fidel Castro anunciou que deixara Cuba para continuar a lutar contra o “imperialismo”, tendo sido capturado e assassinado na Bolívia, pelo exército boliviano, em colaboração com a CIA, em 9 de outubro de 1967. Foi considerado pela revista norte-americana Time uma das cem personalidades mais importantes do século XX.

Alguns dos muitos elementos que mostram as relações harmoniosas entre o EUA e Cuba. Entre outros podemos ver a invasão da Baía dos Porcos e como o governo cubano ferozmente esmagou a invasão americana, o “nascimento” de Guantanamo, um pequeno território americano que ainda se mantém na ilha comunista, a constituição do embargo económico e o corte das relações diplomáticas em 1961. Marcas de uma relação atribulada que se arrasta desde a Guerra Fria e que só agora dá mostras de ir finalmente mudar.

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O Canto dos Cretinos onde podemos observar 4 fantásticas caricaturas históricas, do ditador Fulgencio Batista, Ronald Regan e do Bush pai e Bush filho, personagens com intervenções marcantes na história da ilha.

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No pátio central é possível contar mais de 300 disparos feitos durante o ataque ao Palácio Presidencial.

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Mais um espaço emblemático no museu é o Memorial Granma, espaço onde está protegido o barco com que Fidel Castro chegou a Cuba, regressado do cativeiro no México para liderar a Revolução. No barco vinha ainda a sua guerrilha armada.

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Missel Cubano e os restos do avião da Força Aérea Americana abatido pelo mesmo a 27 de outubro de 1962. O avião foi abatido por ter violado o espaço aéreo de Cuba durante chamada Crise dos Misseis. Cuba “guardou” durante 19 anos o corpo do piloto do avião uma vez que os EUA não reclamaram o corpo para não terem que assumir a  participação no ataque. O corpo só foi devolvido em 1979.

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Lancha usada durante a invasão da Baía dos Porcos para trazer materiais e homens das embarcações ao largo para as margens da ilha.

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Jeep conduzido pelo El Comadante en Jefe onde é possível encontrar alguns buracos de balas.

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E a homenagem final, um réplica do boné utilizado por Fidel Castro.

Pontos de Vista #27

Os carros antigos são uma das maiores imagens de marca de Cuba, em especial os clássicos americanos (Pontiacs, Chevrolets, Cadillacs, Plymouth) dos anos 50. Existem ainda uns Ladas russos (carros da policia) dos anos 80 que na verdade são “quase” novos quando comparados com os outros.

Todos eles conseguiram sobreviver até aos nossos dias. Como? Segundo alguns cubanos com quem falamos, com muito custo. Com motores e peças de carros mais recentes que vão arranjando, com amor e dedicação.

Muitos destes carros pertencem aos avós ou a outros familiares e foram ficando na família, mais por necessidade do que por história. É o interesse turístico por estas relíquias que faz com que os cubanos os estimem e tragam tão bem tratados (na sua maioria). É o tirar o melhor partido e uma situação que não tem grande volta a dar.

Li algures que os cubanos são tão bons mecânicos como dançarinos. Pelas provas que vi não é difícil acreditar…e as cores alegres que percorrem a cidade, bem como o cheiro a gasóleo queimado fazem parte do charme de Havana.

Bem-vindos a Havana

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Havana está parada no tempo…ou, na verdade, tempo e o passar dos anos não têm sido meigos com esta cidade, deixando marcas profundas. Dizem que o ar decrépito faz parte do seu charme…talvez mas a verdade é que os prédios arranjados, com a traça antiga recuperada e pintados de cores vivas dão-lhe outra alegria.

Sem dúvida que é seu lado histórico e decrépito, com centenas de edifícios coloniais conservados (conforme vai sendo possível), que fazem de Havana Património Mundial da UNESCO.

E no entanto Havana é muito mais do que isso…é uma cidade de contrastes, em que por momentos nos esquecemos das dificuldades em que o povo vive e nos deixamos embalar pela sua boa disposição, música e alegria de viver.

Já muito foi dito e publicado sobre a Havana mas existem alguns clássicos e incontornáveis por onde não podemos deixar de passar para nos embrenharmos na alma desta cidade e deste povo.

Os incontornáveis 

Começamos pelo Capitólio, inaugurado em 1929 foi sede do governo até 1959, pós Revolução Cubana. Quem já esteve em Washington é capaz de encontrar algumas (muitas) semelhanças com o Capitólio Americano apesar de a versão oficial referir que a sua inspiração é francesa. E logo em frente seguimos pelo Paseo del Prado (atual Paseo Martí) onde é possível encontrar elegantes cinemas antigos, mansões e hotéis recuperados de traça colonial.

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O Paseo del Prado vai “desaguar” na Plaza Central,  um dos principais pontos de encontro de Cuba. Tudo parece confluir para esta praça gloriosamente ornamentada com a Estátua do herói nacional José Martí.  É um dos melhores locais para apreciar os clássicos carros americanos dos anos 50, que correm por toda a cidade e que são uma das imagens de marca de Cuba. A Praça é ladeada pelo edifício do Teatro Nacional, uma das maiores Casas de Ópera do mundo, absolutamente deslumbrante.

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Por aqui seguimos para Havana Vieja. Ninguém consegue ficar indiferente à zona mais antiga e histórica da cidade. É a zona com maior concentração de edifícios coloniais. Por estes lados, a mistura é constante e confusa. Ora nos encontramos numa rua completamente recuperada, com edifícios quase pintados de fresco com cores alegres, como estamos na Havana real, com ruas apertadas, prédios a cair por falta de manutenção, ruas decrepitas e cubanos a falar com os vizinhos à janela. É o melhor local para nos deixarmos ir e seguirmos à deriva e sem destino.

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Não esquecer a emblemática Catedral San Cristobal, erigida em homenagem ao Padroeiro da cidade, a Basílica e Convento de São Francisco, o Castelo da Real Fuerza, a mais antiga fortaleza de Cuba datada de 1558, construída ainda pelos espanhóis, a Plaza de Armas e pela sua famosa Feira do Livro, o Palácio dos Capitães Generais (logo ao lado) e a Plaza Vieja.

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Outra hipótese é seguir os passos de Ernest Hemingway, passando pelo Hotel Ambos os Mundos, na Rua dos Mercaderes, onde ficava nas suas deslocações a Cuba, e passando pelos emblemáticos: beber um Daiquiri na La Floridita e um mojito na Bodeguita del Medio. Depois de umas horas por Havana ficamos a perceber melhor o fascínio do escritor por este país. Seguimos também os passos no nosso Eça de Queirós e paramos para beber um expresso na La Columnata Egipciana, o café onde o cônsul em Havana entre 1872 e 1874 costumava vir escrever.

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E para quem não resiste ao chamamento da música cubana recomendo ainda, junto à Plaza Vieja, uma passagem noturna pelo Café Taberna onde por 30 CUC (cerca 30€) é possível assistir a um espetáculo do Buena Vista Social Club.

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Outros clássicos de Havana

Havana tem muitos pontos de interesse e é uma cidade relativamente ampla, pelo que a melhor forma de ficar com uma panorâmica geral é através de um passeio de cerca de 1h num dos famosos clássicos americanos, descapotável se possível. Além da experiência de andar num carro que existe desde os anos 50 e que chegou, sabe-se lá como, até aos nossos dias, ficamos a conhecer outros clássicos de Havana mais afastados. O motorista é flexível, pára as vezes que quisermos para explorar mais à vontade e ainda  conta umas piadas e umas histórias sobre os diferentes locais por onde vamos passando.

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O Hotel Nacional. Abriu em 1930 e esteve envolvido na Crise dos mísseis de 1962, como quartel-general de Fidel Castro. É um espaço cheio de história e de estórias. O Hotel Havana Livre, o antigo Hilton antes da Revolução, nacionalizado e posteriormente ocupado pelos revolucionários em 1959, tendo sido sede do governo durante quase um ano.

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O Malecón, o passeio ribeirinho com cerca de 8 km que liga a Velha Havana à Nova Havana. É uma avenida onde os loucos dos condutores cubanos passam a “rasgar” nos seus bólides deixando uma nuvem de dióxido de carbono no ar, o cheiro mas característico da cidade, a par dos charutos.

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O Parque Histórico Militar que se estende do outro lado da baía, imponente. Alberga o Castelo dos Três Reis do Morro e a Fortaleza San Carlos Cabana. Também aqui é possível ter uma vista impressionante da cidade e assistir à famosa Cerimonia del Canonazo, onde diversos canhões são disparados diariamente, ao por do sol. Nós não assistimos mas diz quem viu que é mais ou menos…um “flop”. Uma atuação para turista ver. Por isso é para esquecer. Aproveitamos para jantar num paladar (passamos por um na Calle Compostela muito agradável) ou beber uma cerveja acompanhada das famosas croquetas locais na Cervejaria/Fábrica da Plaza Vieja.

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A Plaza de la Revolucion que, à semelhança dos carros clássicos, deverá ser uma das imagens mais icónicas (e fotografadas) de Havana. É o local dos grandes encontros do povo Cubano. Milhões de pessoas aqui se reuniam para ouvir os discursos de Fidel Castro e é o local emblemático das comemorações do 1º Maio. Em 1998 recebeu a missa do Papa João Paulo II. No centro, o imponente Memorial José Martí com 109 m de altura, monumento de homenagem (mais um) ao grande herói nacional. Do outro lado, o famoso Ministério do Interior, o edifício que tem a célebre imagem de Che Guevara ladeada pela bandeira cubana.

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O Bairro Chinês que na verdade, segundo o que nos disseram, não tem chineses. Abandonaram Cuba aquando da Revolução e o Bairro, apesar de manter a traça e elementos da cultura e tradições nipónicas, foi ocupado por cubanos e até hoje assim se mantém. É apenas mais uma das muitas peculiaridades desta cidade que a cada canto nos surpreende.

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E por fim o Cemitério Cólon, o maior da ilha, e última morada de algumas personalidades famosas. É verdadeiramente gigante.

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Estes são alguns dos pontos que destacam, para visitar em pelo menos dois dias de viagem. Menos que isso a visita torna-se quase superficial e apressada. Na verdade teria lá ficado um semana ou mais para absorver mais da vida de Havana.

Esta foi sem dúvida uma viagem que me marcou. Não só porque andava há muitos anos com ela na cabeça mas porque na verdade Cuba é um país único onde tudo pode acontecer (e acreditem que acontece).

Cuba é um país único onde tudo pode acontecer (e acreditem que acontece). Os cubanos são bem-dispostos, conversadores e com uma enorme “lábia” mas que nos tentam levar sempre pela positiva. Na verdade, de todas as vezes que nos “deixamos ir” acabamos por ficar a conhecer um pouco melhor a sua cultura e tradições de uma forma mais próxima e real. Deixem-se ir, sem receios porque de certeza vão sair mais ricos de Cuba do que entraram.