Day Trip Helsínquia: Suomenlinna, uma das maiores fortalezas marítimas do mundo

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Suomenlinna é uma fortaleza marítima ao largo de Helsínquia, Património da Humanidade da UNESCO, fruto de uma arquitectura militar exemplar e bem conservada. Foi construída em 1748 e foi moldada por três épocas históricas distintas: quando foi utilizado para defender a Suécia, depois a Rússia e, finalmente, a Finlândia. Está localizada numa pequena ilha com o mesmo nome que conta com cerca de 850 habitantes. Coberta de verde (no verão, claro) e com uma calma que só se encontra no campo, é o local ideal para escapar à confusão citadina.

Adorei, simplesmente adorei descobrir este pedacinho de terra. Curiosamente, um dos guias de viagem que li sobre a fortaleza/ilha, referia que era um local tranquilo, ideal para as crianças brincarem, devido aos seus inúmeros túneis e esconderijos. Perdoem-me discordar mas é o local ideal para miúdos e graúdos. Eu própria adorei perder-me pelos túneis, caminhos e grutas, espreitar pelos canos dos canhões, entrar nos bunkers espalhados por toda a ilha e .subir aos pontos de observação do inimigo. Tudo isto só foi possível porque apanhamos um dia espetacular, com céu azul e sol a brilhar, o que conferiu à ilha um ar completamente de sonho. Fiquei cheia de vontade de lá ter um abrigo.

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Para explorar a Ilha é só seguir um dos inúmeros caminhos que saem a partir do cais principal. Estes caminhos conduzem diretamente às diferentes atrações da ilha e por todo o lado existem os mais diversos motivos para nos deixarmos ir e nos perdermos. Ainda no cais principal, ficamos a conhecer a Rantakasarmi, um edifício de pedra cor de rosa, uma dos mais bem preservadoras memórias da era russa.  Na ilha/forte, além dos bunkers e canhões, vestígios de uma era gloriosa, podemos também conhecer Vesikko, o único submarino da II Guerra Mundial que sobreviveu em toda a Finlândia. Participou em ações contra os russos e tem um ar muito digno e altivo, apesar de ter sido claramente ultrapassado.

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Se como eu apnhar um dia de sol recomendo tirar o relógio e aproveitar o dia todo para explorar a ilha e ainda, se for verão, poder desfrutar de uma das mini praias ou fazer um pic nic.

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Chegar a Suomenlinna é relativamente fácil. Fica a 15/20 minutos de distância de Helsínquia, e a travessia é feita nos pequenos ferrys que se encontram no porto da Praça do Mercado. Existe o ferry Municipal e um privado mas diferença é quase exclusivamente no preço e o local de paragem (o ferry municipal fica um pouco mais longe da fortaleza).

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Helsínquia, a cidade (mais ou menos) esquecida

Helsínquia é a capital da Finlândia, uma cidade moderna com mais de meio milhão de habitantes. A cidade está rodeada pelo mar em três lados, o que faz com que tenha quase 100 km de costa e cerca de 300 ilhas.

Partimos à descoberta de mais esta cidade do báltico, que não sendo das mais famosas merece uma visita. Chegados a Helsínquia diretamente do mar, o primeiro ponto de contato com a cidade é a Praça do Mercado. Um local cheio de vida onde são vendidos alimentos tradicionais e sazonais, bem como artesanato e souvenirs. Aqui é também um bom local para provar a comida local, em diversas barraquinhas de comida de rua que por ali encontramos. É a melhor receção que podíamos desejar.

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Na praça destacam-se os edifícios da Câmara Municipal, o Palácio Presidencial de Helsínquia e um pouco mais distante a Catedral Uspenski. A Câmara Municipal foi concluída em 1833 e serviu como Hotel Seurahuone, um importante local de hospedagem para muitas estreias culturais. A cidade comprou o edifício em 1901 e em 1913 foi renovado assumindo as suas atuais funções.

© Todos os Direitos Reservados  de Mimmo Feminò

© Todos os Direitos Reservados de Mimmo Feminò

O Palácio Presidencial foi concluído em 1820 e desde a independência da Finlândia, o edifício serviu como residência oficial do Presidente e para a realização de funções presidenciais.

A Catedral Uspenski foi concluída em 1868 e é a maior catedral ortodoxa na Europa Ocidental. O edifício de tijolos vermelhos é impressionante visto da praça e mais ainda ao perto. Combina influências orientais e ocidentais: a fachada representa tradições eslavas clássicas, enquanto o interior reflete as tradições bizantinas e a arte italiana. Com as suas cúpulas douradas e os tijolos vermelhos da fachada, a catedral é um dos mais claros símbolos da influência Russa na história finlandesa.

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Próxima paragem, Praça do Senado. À volta da praça podemos observar exemplos únicos da arquitetura neoclássica. A praça é dominada por quatro prédios grandiosos: a Catedral de Helsínquia, o Palácio do Governo, o edifício principal da Universidade e a Biblioteca Nacional da Finlândia. Os primeiros edifícios que aqui apareceram na década de 1640 foram uma igreja, o cemitério e Câmara Municipal. A cidade foi destruída durante a Grande Guerra do Norte (1713-1721) e a área ao redor da praça começou a ser reconstruída em 1721. O governo, a câmara municipal, igrejas e instituições académicas foram construídas ao redor da praça. Escavações arqueológicas revelaram mais de 130 túmulos debaixo da praça.

A Catedral de Helsínquia é um dos marcos mais conhecidos da cidade, tendo sido concluída em 1852. O Czar Nicolau I contribuiu para a aparência exterior, encomendando as estátuas dos apóstolos de zinco para o telhado a quatro escultores alemães e doando uma pintura para pendurar acima do altar. Além de servir a sua própria congregação, a Catedral alberga grandes eventos estaduais e universitários, exposições e concertos, realizados na cripta abobadada.

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A Universidade de Helsínquia foi fundada em 1640 como a Academia Real de Turku (mais tarde, a Academia Imperial de Turku), foi transferida para cidade em 1828 e em 1919 tornou-se a Universidade de Helsínquia. Os desenhos e as proporções do Palácio do Governo estão duplicados na fachada da universidade. Grande parte da antiga universidade, incluindo o salão principal e seus tesouros artísticos, foi destruída por um bombardeio aéreo em 1944. O salão principal foi posteriormente reconstruído e reaberto em 1948.

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O Palácio do Governo já abrigou o Senado Imperial, o mais alto cargo administrativo do grão-ducado, e é ainda hoje a sede do Governo finlandês. O primeiro-ministro tem seu escritório no segundo andar. Acima da entrada principal, à sombra das colunas, encontramos uma das mais belas salas de estilo Império da Finlândia, a Sala do Trono, hoje em dia Sala do Presidente, onde o Presidente ratifica leis da Finlândia.

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O bairro Tori liga as duas praças e remonta a 1700. Até aos primeiros anos da década de 1900 o Bairro era o centro do comércio e da vida social em Helsínquia. Foi revitalizado e atualmente é um centro ativo de cultura urbana na forma de inúmeros eventos, lojas de design, restaurantes e cafés.

Continuamos agora para o interior da cidade e partimos à descoberta de mais três edifícios impressionantes, a Estação Central, o Museu Ateneu de Arte e o Teatro Nacional da Finlândia. A Estação Central é um dos edifícios mais famosos na Finlândia e um marco em Helsínquia. Monumento de granito cuja entrada principal é flanqueada por impressionantes estátuas, gigantes por sinal. A estação foi inaugurada em 1919.

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O Ateneu de Arte é o museu mais popular na Finlândia e as suas coleções incluem arte finlandesa da década de 1750 até 1960 e arte ocidental da segunda metade dos anos 1800 a 1950, incluindo diversos tesouros nacionais.

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Por fim visitamos o Teatro Nacional Finlandês, fundado em 1872 na cidade de Pori. Durante os seus primeiros trinta anos de existência, funcionou como uma empresa de turismo. O teatro só adquiriu habitação permanente em 1902, quando este edifício foi construído propositadamente para o efeito.

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Outros pontos de interesse:

Igreja Temppeliaukion, construída em pedra natural foi concluída em 1969. É uma das principais atrações da cidade.

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Capela Kampi é um espaço de meditação e reflexão onde a palavra de ordem é o silêncio.

O Monumento Sibelius está localizado no parque com o mesmo nome dedicado ao famoso compositor Jean Sibelius. O monumento é constituído por um conjunto de tubos semelhantes aos dos órgãos, de aço soldado, com o busto do compositor. É uma das estátuas mais populares do Helsinki e tem 8,5 m de altura, 10,5 m de largura e 6,5 m de profundidade. Foi construído com mais de 600 tubos e pesa 24 toneladas.

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A Catedral de S. Henrique é a principal igreja católica de Helsínquia e foi construída entre 1858 e 1860. A arquitetura da igreja é neogótica, com estátuas de Santo Henrique, São Pedro e São Paulo, decorando o exterior. A Finlândia é um país predominantemente luterano, e tem a menor proporção de católicos da Europa, pelo que esta igreja é destinada principalmente a estrangeiros católicos que vivem na cidade.

Helsínquia é uma cidade que ainda está por descobrir. Talvez porque o nível de vida por lá não possibilite estadias muito prolongadas para quem viaja com os trocos contados, talvez por falta de mais e melhor divulgação. Tem uma vida própria, cores, cheiros e boa e saudável comida para oferecer.  Recomendo uma passagem por esta cidade discreta numa próxima passagem pelo báltico ou pelos países nórdicos. Será sem duvida uma boa surpresa.

À descoberta do Baltico

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Tallin, Riga e Vilnius são o destino ideal para quem não gosta de praia no verão e prefere destinos menos massificados. A temperatura nos meses de Julho e Agosto ronda os 20 e poucos graus, ideal para andar a pé e conhecer cada uma destas cidades. Para os menos aventureiros, existem pacotes em inúmeras agências de viagens com os três países mas para quem, como eu, prefere marcar tudo diretamente é só seguir este texto até ao fim.

Começando pelas viagens de avião…existem claro inúmeros sites para fazer estas marcações e descobrir os melhores preços e combinações, uma vez que de Lisboa não há voos diretos. Sugiro começarem por aqui. Está é uma plataforma agregadora de todos os voos e companhias áreas e permite “brincar” com as mais diferentes combinações até encontrar aquele que melhor se adequa à nossa bolsa e disponibilidade. Quanto aos hotéis é possível encontrar diferentes sites com hotéis baratos e com uma excelente localização. O truque é comparar sempre até encontrar a melhor solução.

As ligações entre os dois países podem ser feitas de autocarro expresso ou de avião…a diferença é sobretudo no tempo das deslocações. De autocarro pode levar até quatro horas e de avião 40 minutos. Ok, o preço também não é bem o mesmo mas a Air Baltic (low cost) tem preços bastante acessíveis, sobretudo se não tiver que pagar a bagagem.

E já que estamos por estes lados, é ainda possível dar um saltinho ao outro lado do Mar Báltico e descobrir Helsínquia. Para esta deslocação também existem inúmeras opções mas nos fizemos em jeito de excursão, a partir de Tallin. São cerca de 2 horas em ferry (sensivelmente, uns demorarm mais outras mais pequenos fazem em 1h30) e a viagem fica em cerca de 40€/pessoa. Só a viagem de barco vale a deslocação. O ferrys são gigantes e autênticas cidades ambulantes com quartos, lojas, casino, bares, restaurantes. Existem 3 linhas mas as mais conhecidas são a Viking Line (cujo terminal do ferry fica perto do centro da cidade) ou a Tallink (cujo terminal fica mais longe mas é servido de uma linha de elétrico que em 15 minutos nos deixa no centro). Os bilhetes podem ser comprados nos respetivos sites aqui e aqui.

Por fim, em Vilnius, e aproveitando a curta distância, fomos ainda a Trakai, conhecida pelo seu espetacular castelo. A viagem demora cerca de 30 minutos de comboio e o valor do bilhete é cerca de 1.68€.

No total com os aviões (Lisboa-Tallin-Riga-Vilnius-Lisboa), os hotéis e o barco ficou tudo em cerca de 860€ por pessoa o que para 9 dias não foi mau.

Ficamos dois dias e meio e Tallin, sendo que um deles incluiu viagem a Helsínquia, um dia e meio em Riga e dois e meio em Vilnius, com ida a Trakai. E na verdade foi o suficiente… As cidades não são grandes e as principais atrações estão relativamente concentradas o que permite ver muita coisa em pouco tempo.

Definitivamente é tempo de descobrir o Báltico.