Cidades que se parecem com Veneza

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As últimas notícias sobre a pressão do turismo em Veneza são preocupantes. 70.000 visitantes por dia é mais do que a cidade pode receber e suportar. A pressão é grande e não deve tardar o dia em que o número passará a ser limitado com o objetivo de proteger esta cidade única, Património da Unesco.

Nenhuma outra cidade no mundo poderá igualar Veneza mas existem algumas opções muito similares que podemos visitar em alternativa, contribuindo para aliviar um pouco a pressão na cidade Italiana.

Vamos conhecer alternativas a Veneza?

Bruges

Bruges é uma pequena cidade da Flandres que vos vais conquistar.  Parece saída de um conto de fadas com o seu incrível centro histórico, os seus deliciosos e sinuosos canais, as ruas empedradas rodeadas de edifícios medievais e lojinhas de chocolates e os mais diversos doces. Tenho a certeza que vão adorar.

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Amesterdão

Amesterdão é uma cidade moderna e cosmopolita, onde nos deparamos em cada casa e em cada rua com marcas da sua história de riqueza e prosperidade. É caminhando pelas ruas, à beira dos canais, que percebemos a verdadeira alma desta cidade de contrastes. Cada canal é ladeado por casas tão similares e ao mesmo tempo tão diferentes entre si e todas contam uma história que é interessante descobrir.

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S. Petersburgo

São Petersburgo é a segunda maior cidade da Rússia, está localizada ao longo do rio Neva e talvez seja a cidade que mais se aproxima de Veneza. Reconhecida como a “Veneza do norte” percebem-se grandes semelhanças – nos canais, nos inúmeros edifícios com elementos arquitetónicos da renascença, muitos deles desenhados por mãos italianas. Na verdade, apesar de estar localizada a muitos milhares de km de Itália, a sua influência na cidade, artística e arquitetónica é grande.

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GRÁTIS! O que ver em Bruxelas sem gastar 1€

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Bruxelas não é uma cidade barata mas com alguma paciência é  possível encontrar algumas pérolas gratuitas. A saber 🙂

1.Visitar a Grand Place

Local do Mercado da Cidade original é atualmente uma das mais imponentes praças da Europa, Património da UNESCO. Está rodeada de fabulosos edifícios como o Hotel de Ville, a Maison du Roi, que guarda atualmente o guarda-roupa do Manneken Pis, Le Pigeon e a La Maison des Ducs de Brabant.

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2.Circuito da BD em Bruxelas

Bruxelas é a capital da banda desenhada, cidade berço de nomes como Hergé, o pai do famoso aventureiro Tintin, Peyo, pai dos famosos Estrunfes, Morris, pai do intrépido cowboy, e André Franquin, pai de Gaston Lagaffe. Por tudo isto o Centro Belga de Banda Desenhada criou um roteiro de frescos ao ar livre, nas paredes de prédios por toda a cidade, que representam diferentes personagens e prestam tributo ao talento belga da BD. São muitos os locais onde poderá encontrar estes desenhos e o percurso está normalmente indicado debaixo dos mesmos. São 30 e muitos e aumentam de ano para ano.

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3.Admirar as monstras (roupa e chocolates) das Galeries Royales St-Hubert

A primeira galeria comercial coberta da Europa, abriu em 1847, e hoje abriga uma coleção de 54 lojas de luxo – entre roupas, livros, artigos de couro e chocolates – sob tetos de vidro abobadados. Há três galerias comunicantes no total: Galerie du Roi, Galerie de la Reine e a Galerie des Princes. Contemplar as montras de produtos de luxo  ou fazer um passeio de dar água na boca pelas lojas de chocolate como a Neuhaus e a Godiva é de borla e alimenta a alma (desde que resistam à tentação de abrir a carteira).

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4.Visitar o Manneken Pis

A mais pequena e famosa atração da cidade, o Manneken Pis, uma surpreendente estátua de bronze que faz as delícias de todos os que visitam a cidade. Como é que um rapazito todo nu a fazer o seu xixi faz tanto sucesso ninguém sabe mas é de graça e de borla. Se quiserem visitar o seu Guarda-Roupa (sim, porque o menino tem todo um guarda-roupa com mais de 800 fatos),  podem fazê-lo no Museu de Ville, também ele grátis no primeiro domingo do mês.

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5.Visita ao Parlamento Europeu

Bruxelas é o centro administrativo da União Europeia, cidade onde se localiza o Parlamento Europeu, outro local que é possível visitar sem gastar um euro.As visitas incluem uma passagem pela Câmara dos Debates do Parlamento Europeu mas para quem prefere assistir ao funcionamento do mesmo é possível, assistir a algumas sessões plenárias. Inscrições no site do Parlamento.

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6.Participar numa Free Walking Tour

Estas visitas guiadas pelas cidades fazem já parte de qualquer viagem uma vez que estão vulgarizadas um pouco por toda a Europa. É só descobrir o operador local e um dos diversos pontos de encontro e juntar-se ao tour. Normalmente são feitos por guias locais com perspectiva únicas e muito interessantes da sua cidade.

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Outras dicas “low cost”:

– Encontrar bilhetes de avião baratos;

– Descobrir um hotel bem localizado e com uma boa relação qualidade/preço;

– Fazer o trabalho de casa e traçar o percurso pela cidade, assinalando o que mais quer ver e usar os transportes público ou caminhar;

– Provar a street food, variada e mais em conta que qualquer restaurantes;

– Comprar as cervejas nos inúmeros supermercados espalhados pela cidade. Têm uma grande vari. edade e o valor fica sensivelmente mais abaixo do que o dos cafés e restaurantes.

6 Razões para visitar a Bélgica

6 Razões para visitar a Bélgica

Quando pensa na Bélgica como destino a visitar qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça? Talvez que é um país cinzento, frio, com pouco que ver. E se disser que isso não é bem assim? A Bélgica foi uma verdadeira surpresa e por isso aqui deixo algumas razões para incluir este país na lista de destinos a visitar.

1.Pequenas cidades com muito charme e personalidade

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Bruges é uma verdadeira jóia. Com as suas ruas empedradas, pequenos canais, praças e jardins solarengos. Tudo por aqui é tradição e charme. Conhecer Bruges é amar Bruges.

Gent é uma pequena cidade da Flandres por muitos esquecida mas que está repleta de tesouros medievais. O seu centro histórico alberga inúmeros monumentos medievais e as três torres que coroam a cidade, a Catedral de St. Bavo, a Belfry e a Igreja de St. Nicholas.

Por fim Antuérpia, a capital do comércio, da moda e dos diamantes. é a segunda maior cidade da Bélgica e a maior da região da Flandres. Em meados do século XVI era considerada uma das mais importantes cidades europeias devido ao seu porto, um dos maiores do mundo.

2.Riqueza arquitetónica

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As principais cidades belgas têm uma e a mesma característica, praças centrais onde se localizam os principais edifícios históricos, como a Câmara Municipal de Antuérpia, um espetacular edifício do século XVI. Em Antuérpia encontram-se ainda diversas casas de guildas do século XVI e XVII ricamente decoradas, localizadas na Grote Markt, o Pavilhão da Carne, com os seus elementos decorativos e a mponência das suas paredes, torres e torreões de pedra e tijolo.

Outro exemplo é a Markt, a praça principal de Bruges, rodeada por belas casas do século XVII e pelo Belfort, o campanário que se eleva a 83 m de altura e famoso pelo seu carrilhão de 47 sinos. Ainda em Bruges, encontra-se o exuberante edifício da Câmara e os edifícios do Brugse Vrije pejados de estatuetas douradas.

Terminamos em Bruxelas, na Grand-Place, uma das mais belas praças do mundo. A praça é o coração da cidade e onde podemos contemplar algumas das mais belas obras de arte da arquitetura, a começar pelo Hotel de Ville, magnifica construção gótica do século XV com 137 estátuas na fachada e um pináculo de 96 m de altura. Na praça podemos ainda admirar a Maison du Roi, ex-moradia dos monarcas espanhóis e que guarda atualmente o guarda-roupa do Manneken Pis, Le Pigeon, onde viveu Victor Hugo, La Maison des Ducs de Brabant, casas de diversas guildas, entre outras.

3.Bruxelas, capital da Banda Desenhada

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Bruxelas é literalmente a capital da BD. Cidade berço de nomes como Hergé, o pai do famoso aventureiro Tintin, Peyo, pai dos famosos seres azuis os Estrunfes, Morris, criador do intrépido cowboy, André Franquin, criador de Gaston Lagaffe e do equisitoide Marsupilami.

A BD não só está espalhada por toda a cidade, nos prédios e pelas ruas, como tem um dos museus mais divertidos de visitar, onde ficamos a conhecer pessoalmente figuras míticas da BD belga como o Tin Tin ou os Estrunfes (mais conhecidos atualmente como Smurfs). Mesmo quem não é fã não consegue ficar indiferente.

4.Paraíso dos Waffles

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Na Bélgica descobri o lema “Um waffle por dia, nem sabe o bem que lhe fazia”. São docinhos, sempre quentes e combinam com quase tudo, doce ou salgado. E para quem diz que a Bélgica é cinzenta devia passar pelas montras dos cafés que vendem estas belezas e admirar as suas cores! Agora fiquei com vontade de comer um 🙁

5.Cervejas, centenas e centenas de cervejas

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Aos milhares e das mais diferentes variedades, sabores (cereja!?!?) e nomes inimagináveis como La Morte Subite e Guilhotine. A Bélgica deve ser o país no mundo que mais variedades de cervejas vende, mais de 400! Por este motivo, pedir uma cerveja é por si só uma experiência. Se dissermos apenas “quero uma cerveja”, seguem-se uma serie de perguntas que, para quem só conhece a preta e a loura nos deixam baralhados. Existem inúmeras cervejarias espalhadas pela cidade, na sua maioria com produção própria. Recomendo a À La Morte Subite, uma das mais antigas (1928) e reconhecida pela sua cerveja com cereja.

6.Chocolates e doces no geral em cada esquina

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Sei que já é a terceira referência a comida mas que posso fazer. As marcas de chocolate tentam-nos com as suas montras suculentas, com tantas variedades que podíamos comer um sabor diferente todos os dias, provavelmente durante um ano, sem nunca repetir. Já para não falar na quantidade de objetos do dia a dia que são transformados em verdadeiras delícias de chocolate. E depois há os rebuçados, os chupas, as bolachas, as bombocas, suspiros gigantes…toda uma infinidade de coisas boas que tenho que parar de enumerar antes que fique num êxtase de açúcar.

Como chegar e onde ficar:

Polémicas à parte sempre que posso procuro voos baratos na TAP e para a Bélgica não foi difícil encontrar. Do aeroporto para a cidade fomos de comboio, é bastante confortável e pára mesmo no centro.

Bruxelas não é uma cidade muito extensa pelo que não será complicado encontrar um hotel bem localizado. Nos ficamos no Bedford Hotel & Congress Centre, mesmo ao pé do Manneken Pis e a 10 minutos da Grand Place e da Estação. Recomendo. 

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As mais doces e irresistíveis montras que encontramos pelas diversas paragens belgas por onde passamos. Verdadeiras obras de arte que despertam o lado mais gulosos que há em nós. Quem se atreve a resistir?

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Bruges, uma cidade para nos apaixonarmos

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Bruges foi uma surpresa muito especial nesta visita à Flandres. Não sei se foi por termos apanhado um belo dia de sol a verdade é que me apaixonei perdidamente por Bruges.  É uma cidadezinha de conto de fadas com o seu incrível centro histórico, os seus deliciosos e sinuosos canais, as ruas empedradas rodeadas de edifícios medievais e lojinhas de chocolates e os mais diversos doces.

Começamos a nossa visita pelo centro histórico, a Markt, rodeada por belas casas do século XVII e pelo Belfort, o campanário que se eleva a 83 m de altura  e famoso pelo seu carrilhão de 47 sinos. A bela praça é o local ideal para sentir o palpitar de Bruges e aqui tem lugar todas as 5ª feiras a feira local que se realiza desde o século XIII.

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Mesmo ao lado encontramos o Burg, uma praça que já foi em tempos o centro politico da cidade abrigando a Câmara Municipal e a antiga Casa do Registo. Esta praça é dominada pelo exuberante edifício da Câmara e pelos edifícios do Brugse Vrije pejados de estatuetas douradas. Mais discreta é a Heilig Bloed Basiliek mas alberga um dos  mais importantes relicários da Europa, um pequeno frasco contendo algumas gotas de sangue e água lavadas do corpo de Cristo. É possível prestar homenagem ao relicário em horários definidos que são afixados na entrada da Igreja. A Basílica tem um dos interiores mais curiosos que já tive oportunidade de visitar. Num piso mais baixo temos uma capela simples, desprovida de grandes ornamentos, apenas em pedra. A parte superior apresenta um altar rico, está pintada de  cores vivas e tem um sacrário de prata onde está guardado o relicário.

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Saímos do Burgo pelo beco do Burro Cego em direção ao Mercado do peixe, para mim um dos mais elegantes que já vi com as suas colunatas do Século XVIII. Na praça junto ao mercado é um dos pontos centrais para quem quiser conhecer os canais de barco. Existem aqui duas “paragens” e é uma viagem que recomendo pois permite ver como a cidade se estende à volta dos seus canais, desde o centro até ao Parque de Minnewater.

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De volta a terra visitamos a Catedral de S. Salvador, construída entre os séculos XII e XV é a Catedral de Bruges desde 1834. O seu interior é bastante simples onde se destaca um exuberante órgão barroco. Não esquecendo a Igreja das Boas-vindas a Nossa Senhora cujo pináculo com 122 m de altura é um dos mais altos da Bélgica. A sua construção levou cerca de 200 o que justifica a mistura de estilos como a simplicidade das suas paredes brancas que contrastam com a decoração sumptuosa do púlpito.

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Outro local que não vamos querer deixar de visitar é o St-Janshospitaal, construído no século XII e que foi encerrado em 1976, e o Begijnhof, a beguinaria de Bruges criada em 1244, um local de calma e silencio onde é possível passear por entre as árvores e admirar as casas brancas e o espaço em redor.

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Terminamos o dia com um passeio no Minnewater, um enorme parque com um lago, conhecido pelo Lago do Amor. É o local ideal para deambular sem pressas admirando os inúmeros cisnes que por ali se instalaram desde 1488, admirando o lago e as diversas construções envolventes como  a casa da comporta e a torre de pólvora (Poedertoren). É a melhor forma de nos despedirmos de Bruges, já cheios de pena de deixarmos esta charmosa e acolhedora cidade para trás.

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Bruges é definitivamente o local ideal para vaguear sem o mapa, seguindo o serpentear dos canais ou o cheiro a batatas fritas, biscoitos e chocolate. E é também a cidade ideal para um fim de semana romântico.

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Antuérpia, um diamante em bruto

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Antuérpia é a segunda maior cidade da Bélgica e a maior da região da Flandres. Em meados do século XVI era considerada uma das mais importantes cidades europeias devido ao seu porto, um dos maiores do mundo. Por este motivo foi um alvo preferencial durante a II Guerra Mundial. Atualmente é conhecida como centro mundial de venda de diamantes e quando saímos da estação em direção o centro histórico da cidade podemos confirmar de imediato este facto…

A descoberta de Antuérpia e dos seus tesouros começa logo quando saímos do comboio. A Estação Central é um monumental tesouro a descobrir. No seu interior extravagante é possível encontrar grandiosas escadarias, dourados, colunas, mármores, floreados decorativos e toda uma panóplia de elementos neoclássicos que dão vida à estação. Foi considerada como uma das cinco estações mais bonitas do mundo pela Newsweek.

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Saindo da estação seguimos em direção ao centro de Antuérpia e ao rio Scheldt a partir do qual a cidade se desenvolveu. O seu coração histórico guarda a Catedral de Notre Dame, igreja gótica do século XVI e o maior templo da Bélgica, com a sua flecha que se eleva a quase 123 metros acima da cidade. A sua construção demorou quase 170 anos, e talvez por isso seja considerada a mais extravagante catedral gótica belga, albergando no seu interior sete naves  laterais, um magnífico teto em abóboda e vários quadros de Rubens.

Um pouco mais escondida mas nem por isso menos importante, esta a St-Pauluskerk, situada num edifício histórico do século XIX, mistura com classe elementos góticos e barrocos. No seu interior pode também ser encontrada uma obra de Rubens.

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Seguimos para o Centro e para as Grote Markt e Groenplaats que são, à semelhança de outras cidades belgas, as praças centrais onde se localizam os principais edifícios históricos como a Câmara Municipal, um espetacular edifício do século XVI, diversas casas de guildas do século XVI e XVII ricamente decoradas, e a Fonte Brabo, que celebra a lenda do soldado Silvius Brabo que matou um gigante que atemorizava a navegação.

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Outro local histórico a visitar é o Pavilhão da Carne, uma das mais impressionantes construções da Antuérpia, não pela grandiosidade de elementos decorativos mas pela imponência das suas paredes, torres e torreões de pedra e tijolo. O Vleehuis foi ocupado durante séculos pela guilda dos talhantes.

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E mesmo à beira rio, encostado ao porto, encontramos o Het Steen, o Castelo cuja existência data do século X. O Castelo é uma fortaleza medieval que funcionou como prisão ao longo  dos séculos. Foi construída após as invasões vikings na Idade Média e é por isso o edifício mais antigo da Antuérpia.

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De volta à estação e saindo do centro histórico prosseguimos pela principal rua de comércio de Antuérpia, rodeada pelos mais interessantes edifícios de diferentes épocas. Nas laterais desta rua encontram-se outros pontos de interesse como a Maagdenhuis, ou a Casa das Donzelas, um antigo orfanato para  raparigas enjeitadas e com uma história trágica. Aqui eram abandonadas as bebes de forma anónima numa “roda de enjeitadas” colocada na parede.

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Para quem é um curioso pela história da arte tem ainda três locais que não poderá deixar de visitar. A St-Jacobskerk é conhecida por ser o local onde foi sepultado o artista Pieter Paul Rubens, cujo túmulo pode ser encontrado na Capela da família atrás do altar-mor, identificada pela obra Nossa Senhora e o Menino Jesus Rodeado por Santos.  A Rebunshuis, antiga moradia e estúdio de Rubens entre 1611 e 1640, onde se calcula que o pintor terá produzido mais de 2500 quadros numa sala que adotou como estúdio. O edifício esteve praticamente em ruínas mas foi resgatado pela cidade e recuperado. E, por fim, o Koninklijk Museum voor Schoone Kunsten, Museu de Arte que está instalado num imponente edifício neoclássico e possui uma vasta coleção de obras incluindo os pintores flamengos Rubens, Van Dyck e Jordaens.

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Antuérpia já foi uma das principais cidades europeias e isso reflete-se quando andamos pelas ruas, sobretudo no seu Centro Histórico. Agora os diamantes e a moda são dois dos principais motivos de interesse mas numa visita à cidade conseguimos perceber que a história ainda está viva por li, só precisamos de a sentir em cada rua e em cada espaço que visitamos.

Mais fotos de Antuérpia aqui

Gent, uma viagem à era medieval

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Gent é uma pequena cidade da Flandres por muitos esquecida (muito devido à sua charmosa vizinha Bruges) mas que para quem está de passagem por Bruxelas deverá considerar no roteiro. A cidade será uma das melhores descobertas que já fiz.

Gent é facilmente percorrida a pé e pode ser descoberta em apenas um dia (ou menos). O ponto de partida é a praça de St. Bavo. Daqui é possível ficar a conhecer o centro histórico que alberga inúmeros monumentos medievais e  as três torres da cidade, a Catedral de St. Bavo, a Belfry e a Igreja de St. Nicholas, cuja melhor  panorâmica (e a melhor foto) é a da Ponte St. Michael.

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Belfry, campanário municipal e um dos marcos da cidade, símbolo da independência da cidade e classificada Património da Humanidade pela UNESCO. Eleva-se a 91 metros de altura e é vigiada do seu topo por um dragão que guarda a cidade. A torre é ainda conhecida pelo seu carrilhão com 54 sinos que toca belos concertos às 6ª feiras e aos domingos.

A não menos famosa Catedral de St. Bavo, é sobretudo reconhecida por albergar o Retábulo do Cordeiro Místico dos irmãos Hubert e Jan van Eyck, datada do século XIII e pelos seus maravilhosos vitrais. Como qualquer catedral que se preze, a sua construção durou vários séculos.

A última mas não menos grandiosa torre que rasga os céus de Gent, a da Igreja S. Nicolau, foi construída por mercadores no século XIII e XV.

Ainda no centro, não podemos dispensar um olhar atento à obra-prima de estilo renascentista que é a Câmara Municipal e cuja construção se prolongou por quase um século. E passar pela agitação organizada da Vrijdagmarkt, uma praça central onde antigamente tinha lugar as reuniões públicas e as decapitações.

Saindo do Centro, se é que isso é possível dada a reduzida dimensão da cidade, seguimos agora em direção ao grandioso castelo medieval datado de 1180, residência dos condes das Flandres e mais um exemplo do passado medieval da cidade. Ao perto não passa de um rude amontoado de pedra mas quando lhe damos algum distanciamento e o admiramos a fazer sombra sob o canal, conseguimos apreender a sua força, resultado de séculos de histórias.

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Seguimos agora a rede de canais até à pitoresca Het Huis van Alijn, uma fileira de casas caiadas de branco que foi, no século XIV, um hospital para crianças e guarda atualmente um museu etnográfico com peças do dia-a-dia de 1890 a 1970.

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Voltamos para o rendilhado de estreitas ruas sempre junto aos canais e seguimos pela Graslei uma rua pitoresca ladeada de casas de guildas algumas datadas do século XII. Aqui podemos ver o edifício da guilda dos barqueiros livres e a guilda dos medidores de cereais, decoradas com motivos alusivas às respetivas atividades, entre outros exemplos extremamente bem preservados.

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Deixamo-nos envolver pela cidade e cruzamo-nos ainda com outras surpresas como a ópera clássica, construída em 1837, como a Klein Begijnhof, a pequena beguinaria (grupo de pequenas construções, usadas pelas Beguinas, mulheres religiosas que serviam a Deus retirando-se do mundo), uma das três que existem em Gent, como o Dulle Griet, um canhão com 5 metros de comprimento e 16000 kg, ou o grande pavilhão da carne construído em 1407. Todos eles partilham uma característica comum, são marcas de um passado histórico numa cidade jovem, muito graças aos cerca de sessenta mil estudantes que acolhe, ou não fosse Gent maior cidade universitária da Flandres.