Copenhaga Day Trip: Castelos de Hamlet e Frederiksborg

Uma visita a Copenhaga não fica completa sem uma escapadinha de 1 dias ao norte da Dinamarca para descobrir dois dos mais icónicos e espetaculares castelos. Sim, eu sei que Copenhaga já tem castelos que cheguem para visitar, mas acreditem que este vão valer a pena. O Castelo de Kronborg porque foi a inspiração para uma das mais célebres obras de Wiliam Shakespeare, Hamlet, e como tal cenário de várias peças de teatro e filmes sobre o tema. O Castelo de Frederiksborg pela sua grandiosidade e beleza dos seus jardins barrocos e zona envolvente, rodeado das mais verdejantes paisagens e um lago que espelha a sua beleza.

A viagem pode ser feita de forma circular, de Helsingor, onde fica localizado o Castelo de Kronborg para Hillerod, onde encontramos o Castelo de Frederiksborg, ou ao contrário. Ambas as povoações são bem servidas de transportes públicos (comboios). Começando por Helsingor pode ainda incluir um passeio de ferry, seguido de almoço na Suécia, mais concretamente em Helsinborg, que fica a não mais de 20’ de distância.

O Castelo de Kronborg é uma verdadeira lenda, Património da Unesco, construído como manda a lei dos castelos, com torres altaneiras, um gigante salão de baile, canhões, muralhas, casernas subterrâneas, os aposentos do Rei, os aposentos da rainha, Capela privada, enfim, tudo a que a família real tinha direito para se divertir e estar bem protegida.

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O espaço que mais me impressionou foi claramente o salão de baile. É o maior salão do norte da Europa e foi aqui que as duas filhas mais velhas dos monarcas casaram. É o local ideal para grandes festas e banquetes, motivos pelos quais Kronborg ficou conhecido. Festas de grande esplendor com convidados que vinham de longe apenas para mostrar as suas roupas de festa novas, cheia de brocados de ouro e veludos de seda adornados com fitas e rendas. As paredes eram decoradas com tapeçarias deslumbrantes retratando reis passados e uma miríade de velas perfumadas eram acendidas nos magníficos candelabros. Ah! Bons tempos em que se organizavam festas à séria.

Kronborg Ball Room

A vista das janelas do castelo, para o mar é deslumbrante e num dia de céu limpo é possível avistar, do outro lado do estreito, a vizinha Suécia. Antes de partir rumo a outras paragens, recomendo um passeio pelo centro da pequena povoação. As suas ruas estreitas e casinhas baixas é muito típica e convidativas.

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O Castelo de Frederiksborg é igualmente imponente, mas num estilo mais romântico, renascentista. O castelo foi construído no século XVII pelo mais importante rei dinamarquês, Christian IV como simbolismo do seu poderio no norte da Europa. Depois de visitar Kronborg, um castelo mais rústico, é impossível não ficar deslumbrado pela beleza dos seus interiores com tetos e paredes totalmente decorados. O castelo é também conhecido pelos seus jardins barrocos a perder de vistas, ideias para um passeio. À volta do castelo, no lago, é também possível fazer um passeio de barco e ficar a conhecer por fora toda a espetacularidade da zona envolvente.

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As entradas são compradas na entrada dos castelos e são grátis para quem tiver o Copenhagen Card.

Como ir: Para Kronborg pode apanhar um comboio na Estação Central de Copenhaga que o deixa na estação de Helsingor. Fica a cerca de 40 minutos e se tiver o Copenhaga Card a viagem é grátis. Chegando à estação é só seguir junto à costa até ao castelo.

Para Hillerod, onde fica localizado o Castelo de Frederiksborg, poderá apanhar um S-train (linha A) a partir de Copenhaga ou a partir de Helsingor, se optar por visitar primeiro o Castelo do Hamlet.

GRÁTIS! 10 atrações de Copenhaga sem gastar dinheiro

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Copenhaga é dos destinos mais caros onde já passei, sobretudo quando comparável com os preços que estamos habituados neste jardim à beira mar plantado. No entanto, é possível fazer uma estadia mais ou menos económica. É só estar atento e fazer as escolhas certas.

Coisas grátis que é possível fazer.

1.As atrações portuárias como passear pelo Nyhavn e ver as cores daquele que é um dos spots mais fotografados da cidade. Ou Passear pelos canais e ver as casas flutuantes.

Nyhavn
2. Tirar uma selfie com a pequena sereia, a maior atração de Copenhaga.

Pequena Sereia
3. Subir à torre do Chistiansborg e apreciar uma magnífica vista sobre a cidade. Com 106 metro de altura é a torre mais alta da cidade.

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4. Passear pelo bairro latino, um das zonas mais antigas da cidade e visitar a Sankt Petri Kirke, a Vor Frue Kirke e a Trinitis Kirke, três igrejas que merecem especial destaque.

Sankt Petri Kirke
5. Visitar a cidade hippie de Christiana e conhecer o estilo de vida alternativo de boêmios que decidiram quebras as regras e viver em liberdade.

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6. Apanhar sol e apreciar as vistas da Paper Island, uma pequena ilha conhecida pelas galerias de arte alternativas e pelos seus espaços de Street food. Tem uma vista privilegiada para a outra margem do rio e quando está sol é o local ideal para relaxar.

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7. Passear na Strøget a maior rua pedestre da Europa.

Stroget
8. Visitar os Jardins do rei, junto ao Castelo Rosenborg.

Rosenborg
9. Ver o render da Guarda no Amalienborg. Pelas 12h, todos os dias, a Guarda Real marcham através da cidade para substituir os guardas que estão junto ao Palácio Real.

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Fonte: Lonely Planet

10. Visitar o Kastellet, uma fortaleza construída em forma de estrela em 1600 para defender a cidade. É possível circular por todas a fortaleza e conhecer ainda o moinho de vento.

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Outras dicas:

Recomendo vivamente o cartão Copenhaga. Permite a entrada em quase todas as atrações e museus da cidade e arredores, incluindo os famosos castelos de Helsingor e Hillerod, bem como em todos os transportes públicos. Tem ainda incluído um passeio de barco de uma hora pelos canais e dá descontos em alguns restaurantes. No final, feitas as contas, compensa muito.

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10 Coisas para descobrir em Copenhaga

Copenhaga é constantemente classificada como a cidade mais feliz do mundo e quando passeamos pelas ruas é fácil perceber porquê. É uma cidade pequena, de ruas amplas com caminhos para bicicletas, mistura de casas tradicionais e históricas com edifícios de design moderno, pequenos canais. A capital da Dinamarca convida-nos a descobri-la a pé, de bicicleta ou até de barco pelos seus canais.

10 Coisas para descobrir em Copenhaga

 

1.A Pequena Sereia

Este grande símbolo da cidade só me fez pensar no pequeno e triste Maneken Pis de Bruxelas, uma pequena estátua de quem todos falam, mas que não é mais do que um fait diver para turista ver. A pequena sereia é uma trágica figurinha, numa pedra, no meio da água, relembrando a todos a sua triste história contada por um dos melhores contadores de histórias do Mundo, Hans Christian Andersen. Não deixem de passar por lá, mas só mesmo porque faz parte do circuito :).

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2.O Nyhavn

Este canal e as suas casas coloridas é capa de quase todos os guias de viagens sobre Copenhaga e é um dos locais mais divertidos para passear. Para além da paleta de cores vivas que dá, sem dúvida, grandes fotografias, aqui se encontra uma panóplia de cafés e bares onde é possível passar uma tarde divertida a admirar o ambiente descontraído da cidade. O seu nome significa “Porto Novo” apesar de, curiosamente, ser um dos mais antigos da cidade (data de 1673).

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3.Ny Carlsberg Glyptotek

Uau. Este museu é dos mais fantásticos que tive oportunidade de visitar. Além do fabuloso edifício e da sua coleção de estátuas tem um jardim de inverno envidraçado com inúmeras estátuas e fontes de onde não nos apetece sair nunca mais. A sua coleção inclui estátuas Romanas, Gregas, Egípcias e da Antigo Mediterrâneo, assim como Coleção de pintura dinamarquesa, pós-impressionistas (Van Gogh e Cézanne) e também alguns impressionistas franceses (Manet, Renoir, Monet e Degas), entre outras peças.

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4.Castelo de Rosenborg

Rodeado dos jardins de reais mais antigos da Dinamarca – Kongens Have – e com as suas torres a apontar em direção ao céu, parece um castelo de um qualquer conto de fadas. Foi residência de verão de um dos Reias da Dinamarca e tem mais de 20 quartos distribuídos por três pisos, alguns deles bastantes curiosos como o Salão do Vidro, cuja decoração lhe dá nome, o Salão escuro, decorado com curiosos objetos entre eles uma cadeira que agarrava os ocupantes com tentáculos e sinistros bonecos de cera, o átrio de Mármore, elogio à Monarquia Absoluta, e a cave onde entramos no cofre que guarda as inacreditáveis jóias da Coroa. Depois da visita a esta sala saímos a sentir-nos uns verdadeiros miseráveis, tal o esplendor das jóias que nos passam diante dos olhos. Que desperdício estarem ali apenas em exposição.

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5.Amalienborg

Outro espaço real da cidade que é possível visitar. Esta é atualmente a casa da família real dinamarquesa. Complexo que alberga quatro majestosos palácios – Cristiano VII, Frederico VIII, Cristiano VIII e Cristiano IX. A praça dá costas à imponente Igreja de Mármore, cuja cúpula teve por modelo e inspiração a Basílica de S. Pedro em Roma. De frente para o canal encontramos um dos mais bonitos jardins da cidade, não só pela fonte esplêndida que ali foi construída, mas pela vista do porto e pelo contraste entre o antigo (Palácios) e o moderno edifício da Ópera, que podemos avistar de frente, na margem oposta do porto. Um contraste que só em Copenhaga faz sentido.

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6.Slotsholmen

Conhecida como a ilha do Castelo foi aqui que foi fundada a atual Copenhaga. Aqui se encontram alguns dos mais fabulosos edifícios da cidade entre eles o Parlamento Dinamarquês, o esplêndido Palácio de Christiansborg com salões majestosos dignos das mais grandiosas monarquias, a Capela do Palácio, mais um espaço digno de admiração onde têm lugar as cerimónias religiosas da família real, os estábulos reais com orgulhosos e garbosos cavalos brancos. Aqui encontramos também as ruínas do Castelo de Absalon, uma das primeiras construções ali erigidas em 1167, e no extremo oposto da modernidade o edifício da Biblioteca dinamarquesa conhecido por Diamante Negro, um edifício de arquitetura moderna que não deixa ninguém indiferente na zona ribeirinha da cidade. No complexo é ainda possível subir à torre do Palácio que tem uma vista impressionante sobre a cidade.

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7.O Tivoli

É um dos mais antigos parques de diversões da Europa e faz as delícias de miúdos e graúdos, de dia e de noite. Está pejado de atrações a alta velocidade e outras mais calmas, para todas as idades e corações, tem os mais diversos restaurantes e ainda recebe espetáculos. À noite a festa é completa com milhares de luzes a dar cor aos restaurantes e animações. Foi inspiração para o próprio Walt Disney.

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8.Bairro Latino

É uma das zonas mais antigas da cidade e uma das que tem mais charme e personalidade. Aqui fica a Universidade, a mais antiga de Copenhaga, num edifício neoclássico fabuloso. Neste bairro podemos ainda visitar a Trinitis Kirke, uma igreja magnífica, a Von Frue Kirke, uma igreja que mistura uma série de estilos arquitetónicos (Torre medieval com arquitetura neoclássica), e por fim a Sankt Petri Kirke, uma igreja luterana carregada de história (destruída variadas vezes pelo fogo e pelos bombardeamentos ingleses).

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9.Christianshavn

É uma das zonas mais antigas da cidade serpenteada com graciosos canais é o local ideal para um passeio em dias de sol. No coração desta zona histórica, além da magnífica igreja Vor Frelser com o seu espigão a elevar-se em direção ao céu e o seu altar esplendoroso para o qual me faltam as palavras, damos por nós no meio de uma zona estranha, de aspeto hippie e completamente desenquadrada da restante cidade. Estamos em Christiania, uma minicidade dentro da cidade que surgiu nos anos 1970 e criou as suas próprias leis, onde se incluíam as drogas livres e o não pagamento de impostos. Atualmente já pagam impostos, mas a questão das drogas livres ainda não é muito clara a julgar pelas inúmeras “bancas” que podemos encontrar por todo o lado. Têm até a sua própria cerveja, que não é nada má, cujo preço é muito mais simpático versus o praticado noutros lados. Adorei especialmente as cores das casas, pintadas com grafitis coloridos que por todo o lado nos recordam que estamos numa outra cidade.

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10.Stroget

É uma das maiores ruas pedonais da Europa e o corredor que percorre a zona antiga da cidade. Aqui se encontram as melhores lojas e restaurantes que se estendem por outras quatro ruas pedonais ligadas entre si. Por aqui podemos também encontrar os tradicionais artistas de rua e muita animação para todos os gostos.

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Guia Prático

Como ir:

A TAP tem voos regulares diários para Copenhaga e comprados com antecipação não ficam caros.

Onde ficar: O  Cabinn Scandinavia é uma excelente opção. Um conceito local, inspirado nas cabines dos ferrys que fazem a ligação na região. É mais que suficiente para dormir e tem um excelente pequeno-almoço e uma boa relação qualidade/preço. Fica relativamente perto do centro (15/20’ a pé).

Como se deslocar: Copenhaga é relativamente pequena e é fácil fazer quase tudo a pé ou de bicicleta. No entanto tem uma rede de transportes públicos altamente eficiente e funcional que inclui autocarros, metros e comboios. Se optaram por comprar o Cartão Copenhaga para entradas em museus e atrações podem usufruir de toda a rede gratuitamente.

Onde e o que comer: Não achei a comida nada de especial, para além de que para o sul da Europa é mesmo muito cara. Recomendo o Groften, no Tivoli, onde provamos a comida local – Skipper’s lobscouse (uma espécie de carne estufada misturada com puré de batata) e Smørrebrød (uma espécie de brusqueta cruzada de tapa).

Os preços são inacreditáveis para o que estamos habituados em Portugal. O custo por pessoa varia entre os 15€ e os 20€, até mesmo por um prato simples num restaurante de fast food. E isto sem vinho.

A moeda: A moeda é o Coroa Dinamarquesa (DKK) e apesar de ser inferior ao euro o custo de vida local não nos favorece minimamente.

Duas ou três palavras:

Bom dia – Godmorgen / Goddag (depois das 9h)

Obrigado – Tak

Adeus – Vi ses

Desculpe – Undskyld

Sim – Já

Não – Nej