Djerba, a “outra” Tunísia

aqui tinha descrito a minha primeira aventura na Tunísia e o porquê de não me tinha deixado com grande vontade de lá voltar. Até ouvir falar de Djerba. Esta pequena ilha tem muito pouco que ver com as zonas mais turísticas como Hammamet (o meu anterior destino). Achei Djerba amorosa, muito calma, com gentes calorosas e que sabem receber os turistas. Ainda não perdeu o encanto histórico de uma ilha que já foi de fenícios e romanos. Assim aqui deixo o meu top 5 desta ilha berebere.

Sempre a fazer amigos

O que fazer

Atividades, animação e divertimento por aqui não faltam! Desde passeios de camelo ou cavalo, desportos radicais como jetski ou moto 4, jogos como a petanca ou bilhar, passeios aos mercados ou só relaxar num bar típico a fumar uma chicha. Aqui tudo é possível. Até ir de barco pirata à ilha dos flamingos. Senti-me uma Keira Knightley no filme Os Piratas das Caraíbas. A viagem é muito curta (cerca de 40 minutos) e flamingos nem vê-los, mas a animação é garantida, a ilha é paradisíaca e a refeição deliciosa. Uma excelente oportunidade para provar alguns dos pratos na gastronomia local (serviram o melhor cuscuz que já provei).

Quer o de Houmt Souk (a capital de Djerba), quer o de Midoun (cujo melhor dia para visitar é a 6feira) não desiludem relativamente às cores, cheiros, artesanato local, especiarias e outros paladares locais, contrafações e muita animação. Comprámos algumas peças de artesanato, regateamos como se não houvesse amanhã (nem os tunisinos admitiam de outra forma) e compramos algumas pechinchas das quais muito nos orgulhamos. A descobrir com os sentidos bem alerta.

Artesanato

Os tunisinos são um povo de grandes tradições e talento que se traduzem em belos tapetes, louça, candeeiros, espelhos, gaiolas, chichas. Tudo o que fazem tem alma, cor e transborda energia. As cores, os padrões e os materiais valem a pena ver de perto, adquirir e levar para casa.

Contrafações

Nada que não tenha já visto em Hammamet ou na Turquia, mas não deixa de ser impressionante. Grandes marcas de luxo ali expostas com todo o seu brilho e glamour…ou não. Umas com bom aspeto, outras nem tanto, mas eles tentam vender de tudo. Todo um mundo de malas carteiras, lenços, sapatos, agendas, canetas, t-shirts, camisas, polos e tudo o mais que se possam lembrar. Algumas peças são atentados ao bom gosto, mas vale a pena explorar estes tesouros.

Hotel
Um quatro estrelas muito simpático, Djerba Palace. De arquitetura típica, todo de branco e com espaço que nunca mais acabava. Posso afirmar que ficamos muito bem instalados. Tinha 3 boas piscinas, uma normal, uma de água salgada e uma com escorregas, um SPA com muito bom aspeto, boa comida, funcionários simpáticos, embora fosse complicado fazer grandes conversas caso não dominássemos o francês. O caminho para a praia era doloroso, não porque fosse extremamente extenso, mas fazer mais do que meio metro naquele braseiro e difícil…muito difícil.

Por tudo isto, Djerba é um destino em conta, não só pela viagem e estadia, como também nas compras locais, tudo pode ser regateado, negociado e algumas coisas valem a pena. Um destino de boa comida, bom chá e boa chicha. Um destino a repetir pelas suas praias de areias brancas, finas e águas quentes. Um destino a guardar pelas gentes que tão bem nos receberam e trataram.

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