Antuérpia, um diamante em bruto

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Antuérpia é a segunda maior cidade da Bélgica e a maior da região da Flandres. Em meados do século XVI era considerada uma das mais importantes cidades europeias devido ao seu porto, um dos maiores do mundo. Por este motivo foi um alvo preferencial durante a II Guerra Mundial. Atualmente é conhecida como centro mundial de venda de diamantes e quando saímos da estação em direção o centro histórico da cidade podemos confirmar de imediato este facto…

A descoberta de Antuérpia e dos seus tesouros começa logo quando saímos do comboio. A Estação Central é um monumental tesouro a descobrir. No seu interior extravagante é possível encontrar grandiosas escadarias, dourados, colunas, mármores, floreados decorativos e toda uma panóplia de elementos neoclássicos que dão vida à estação. Foi considerada como uma das cinco estações mais bonitas do mundo pela Newsweek.

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Saindo da estação seguimos em direção ao centro de Antuérpia e ao rio Scheldt a partir do qual a cidade se desenvolveu. O seu coração histórico guarda a Catedral de Notre Dame, igreja gótica do século XVI e o maior templo da Bélgica, com a sua flecha que se eleva a quase 123 metros acima da cidade. A sua construção demorou quase 170 anos, e talvez por isso seja considerada a mais extravagante catedral gótica belga, albergando no seu interior sete naves  laterais, um magnífico teto em abóboda e vários quadros de Rubens.

Um pouco mais escondida mas nem por isso menos importante, esta a St-Pauluskerk, situada num edifício histórico do século XIX, mistura com classe elementos góticos e barrocos. No seu interior pode também ser encontrada uma obra de Rubens.

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Seguimos para o Centro e para as Grote Markt e Groenplaats que são, à semelhança de outras cidades belgas, as praças centrais onde se localizam os principais edifícios históricos como a Câmara Municipal, um espetacular edifício do século XVI, diversas casas de guildas do século XVI e XVII ricamente decoradas, e a Fonte Brabo, que celebra a lenda do soldado Silvius Brabo que matou um gigante que atemorizava a navegação.

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Outro local histórico a visitar é o Pavilhão da Carne, uma das mais impressionantes construções da Antuérpia, não pela grandiosidade de elementos decorativos mas pela imponência das suas paredes, torres e torreões de pedra e tijolo. O Vleehuis foi ocupado durante séculos pela guilda dos talhantes.

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E mesmo à beira rio, encostado ao porto, encontramos o Het Steen, o Castelo cuja existência data do século X. O Castelo é uma fortaleza medieval que funcionou como prisão ao longo  dos séculos. Foi construída após as invasões vikings na Idade Média e é por isso o edifício mais antigo da Antuérpia.

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De volta à estação e saindo do centro histórico prosseguimos pela principal rua de comércio de Antuérpia, rodeada pelos mais interessantes edifícios de diferentes épocas. Nas laterais desta rua encontram-se outros pontos de interesse como a Maagdenhuis, ou a Casa das Donzelas, um antigo orfanato para  raparigas enjeitadas e com uma história trágica. Aqui eram abandonadas as bebes de forma anónima numa “roda de enjeitadas” colocada na parede.

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Para quem é um curioso pela história da arte tem ainda três locais que não poderá deixar de visitar. A St-Jacobskerk é conhecida por ser o local onde foi sepultado o artista Pieter Paul Rubens, cujo túmulo pode ser encontrado na Capela da família atrás do altar-mor, identificada pela obra Nossa Senhora e o Menino Jesus Rodeado por Santos.  A Rebunshuis, antiga moradia e estúdio de Rubens entre 1611 e 1640, onde se calcula que o pintor terá produzido mais de 2500 quadros numa sala que adotou como estúdio. O edifício esteve praticamente em ruínas mas foi resgatado pela cidade e recuperado. E, por fim, o Koninklijk Museum voor Schoone Kunsten, Museu de Arte que está instalado num imponente edifício neoclássico e possui uma vasta coleção de obras incluindo os pintores flamengos Rubens, Van Dyck e Jordaens.

Antuerpia (53)Koninklijk Museum voor Schoone Kunsten

Antuérpia já foi uma das principais cidades europeias e isso reflete-se quando andamos pelas ruas, sobretudo no seu Centro Histórico. Agora os diamantes e a moda são dois dos principais motivos de interesse mas numa visita à cidade conseguimos perceber que a história ainda está viva por li, só precisamos de a sentir em cada rua e em cada espaço que visitamos.

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