Siem Reap, o portão de entrada para Angkor Wat

Siem Reap assume-se efetivamente como a porta de entrada para o mundo antigo de Angkor Wat. Na sua grande maioria, os seus visitantes estão ali para ver os templos, é claro. No entanto, a cidade tem procurado fugir desta definição redutora, criando as suas próprias raízes e pontos de interesse.

A entrada em Siem Reap foi feita após ter já passado por Bangkok e Chiang Mai na Tailândia, pelo que achei que a diferença não fosse ser muito substancial. Big mistake! A cidade é definitivamente um mundo e prega-nos algumas surpresas.

Começando pelo início. Siem Reap está localizada no noroeste do Camboja e é o seu principal centro turístico, fruto da sua proximidade com o complexo de templos de Angkor Wat. O nome da cidade significa literalmente “A derrota de Siem”, referindo-se à vitória do Império Khmer sobre o exército do reino tailandês no século XVII.

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O Coração da cidade é a zona do Mercado Velho que se estende desde o Mercado até à zona dos Mercados noturnos, incluindo a famosa Pub Street. É por aqui que podemos sentir o pulso à cidade, apesar de ser também a zona mais turística.

O Mercado Velho é uma experiência sensorial arrebatadora.Os cheiros, as cores, a falta de luz, os produtos de todos os tipos, desde comida a utilitários para a casa, os vendedores, tudo nos prende a atenção. Durante uns minutos não sabia se queria continuar por ali e explorar tudo, ou ir-me embora pelo impacto que causou nos meus sentidos. No entanto, acabou por ser o local onde voltamos mais vezes e onde descobrimos sempre coisas novas e irresistíveis.

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Mesmo ao lado encontramos um dos principais templos da cidade, Wat Preah Prom Rath. Foi o primeiro local que visitamos e, tendo vindo de Chiang Mai onde os templos são fantásticos, foi difícil ficar impressionada. No entanto é um templo de grande beleza onde é muito agradável passear, em especial ao final do dia. Está localizado junto ao rio, mesmo ao lado do Mercado e a sua construção data do século XIII ou XIV.

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Antes do sol se pôr recomendo ainda uma passagem por Wat Damnak, o maior templo de Siem Reap. Foi usado como Palácio Real e também foi usado como base militar dos Khmer Vermelhos durante os anos da guerra civil no Camboja. No mesmo local encontra-se ainda o Centro de Estudo Khmer, uma instituição que promove a compreensão acerca da cultura e história Khmer.

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Por fim, recomendo um passeio pelas ruas do Bairro Francês. Exceto quando nos cruzamos com algum tuk-tuk, esta zona poderia ser localizada em qualquer cidade rural francesa, completamente afastada da loucura e desorganização de Siem Reap. É um bairro parado no tempo, com antigas casas coloniais francesas agora transformadas em hotéis e embaixadas. É uma zona relativamente calma e onde é interessante passear ao final da tarde ou logo pela manhã.

Siem Reap by night é outra história completamente diferente. As ruas do centro enchem-se de luzes, musica, cheiros e cores. Pub Street é o coração de toda esta animação e é nas ruas envolventes onde tudo acontece. Até 1998 esta rua (Rua 8) era relativamente calma, uma rua de comercio tradicional. No entanto após a abertura do Primeiro bar nesse mesmo ano  – Angkor What? – tudo mudou e a rua tornou-se o centro da vida noturna, onde se localizam os melhores bares e discotecas, os restaurantes mais emblemáticos (não necessariamente os melhores). É o ponto de encontro de todas as aventuras. Pessoalmente adorei a vida e animação. Sentados num dos muitos bares, de volta de uma cerveja local, é possível admirar as idas e voltas de quem por aqui passa e perceber as diferentes dinâmicas. Desde o grupo de jovens que claramente veio para se divertir até cair, aos grupos de raparigas, provavelmente em despedida de solteira, aos casais enamorados, aos grupos de chineses, sempre acompanhados com um guia que lhe vai explicando o que vêm à sua volta. Amazing!

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Outro local para descobrir à noite, depois de um bom jantar, são os mercados noturnos. Por aqui podemos encontrar um pouco de tudo, desde artesanato a comida, roupa, pinturas, bijuteria, enfim tudo. Estão espalhados nas ruas envolventes ao centro da cidade, bem próximos uns dos outros e são o melhor local para negociar e encontrar boas recordações para a família e amigos.

E assim se passam, a correr, dois dias em Siem Reap. A cidade é pequena e na verdade dois dias até foram suficientes para ficar a conhecer os pontos mais importantes. É uma cidade amigável, caótica e bastante divertida. Era difícil andar pelas ruas sem um sorriso nos lábios.  Em resumo, Siem Reap tem tudo para ser mais do que a porta de entrada para Angkor Wat.

2 thoughts on “Siem Reap, o portão de entrada para Angkor Wat

  1. planetgravy diz:

    Olá,
    Nós também estivemos em Siem Reap e tivémos uma opinião muito semelhante. Mas ao que parece nós usámos mesmo a cidade como base para explorar os templos de Angkor, porque não visitámos templo nenhum em Siem Reap, nem o tal bairro Francês.
    O que achaste de haver duas moedas a circular? Para nós foi estranho.

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    • Sónia diz:

      Olá, foi um bocado estranho sobretudo porque a moeda local não valia nada e porque a certa altura já tínhamos as várias moedas a mistura! Enfim, lá acabamos por nos organizar 🙂

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