5 razões para visitar a Andaluzia

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1.Catedral-Mesquita em Córdoba

Um dos maiores edifícios islâmicos do mundo e o monumento mais importante em todo o Ocidente islâmico, Património da UNESCO desde 1984.

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2.Os Bairros típicos

A Judiaria medieval de Córdoba, bairro típico que se estende ao redor da Mezquita, o bairro de Albazín, um dos mais antigos e pitorescos de Granada, património da UNESCO desde 1994 ou o Bairro de Santa Cruz em Sevilha, onde cada rua e ruela, cada praça ou pátio estão repletos de histórias de outros tempos.

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3.Os Pátios de Córdoba

São uma das maiores imagens de marca da cidade, distinguidos como Património da Humanidade pela UNESCO.

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4.O Alhambra

Considerado o mais grandioso complexo do mundo e símbolo de uma Granada moura, cidade de luxo de um mundo árabe que aqui se instalou. Alhambra foi palácio e fortaleza durante séculos, residência dos mais importantes sultões nazarís, bem como a sua respetiva corte e soldados de elite.

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5.A comida

Os gaspachos, os salmorejos, os calamares, as tapas, a paella, os montaditos, o jamon (presunto), esta região tem dos pratos com mais sabor e tradição. Irresistíveis.

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À descoberta da Andaluzia

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Andaluzia é das zonas mais puras de Espanha e que faz questão de manter bem vivas as suas tradições regionais – as touradas (quer concordemos, quer não), a siesta, o flamenco e as guitarras, os seus pratos icónicos como a paella, o salmorejo, as tapas e o jamon (que é como quem diz presunto).

Gosto desta região de Espanha pela sua mistura de estilos e tradições, resultado de oito séculos de convívio entre duas das mais fortes religiões e ideologias, o cristianismo e o islamismo. Estas presenças deixaram espalhadas por todo o lado marcas da sua passagem e atualmente ainda podemos encontrar locais sui generis como a Catedral-Mesquita de Córdoba, bairros de inspiração árabe com inúmeras igrejas católicas, como Albazín, em Granada, ou um típico minarete de Mesquita, hoje transformado em campanário da Catedral de Sevilha.

Estas misturas fazem da Andaluzia e de cidades como Granada, Sevilha e Córdoba locais únicos a descobrir.

Começando por Córdoba, encontramos uma cidade única, onde a sua principal atração é a Catedral-Mesquita, mas sem esquecer os frescos e floridos Pátios, escondidos por detrás de pequenas portas, espalhados um pouco por toda a cidade. Córdoba é uma cidade pequena, mas cujo enorme legado cultural e monumental, fazem dela Património da UNESCO desde 1994. As suas origens perdem-se no tempo e a sua localização nas margens do Rio Guadalaquivir e a riqueza das suas terras fizeram dela o local ideal para as mais diferentes civilizações se instalarem. A Catedral-Mesquita é visita obrigatória pela sua arquitetura única, um híbrido entre estilo muçulmano e católico, e pela sua dimensão, é um dos maiores edifícios islâmicos do mundo e o monumento mais importante em todo o Ocidente islâmico, Património da UNESCO de 1984. É um símbolo vivo que retrata a aliança milenar entre a arte e a fé.

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Mais sobre a Catedral e sobre Córdoba aqui.


De Córdoba seguimos para Granada, outro exemplo vivo da presença árabe na região da Andaluzia, onde se destaca o grandioso Alhambra, uma das maiores e mais poderosas construções do mundo muçulmano e casa dos nazarís durante mais de 200 anos. Não esquecer ainda o bairro de Albazín, um dos mais antigos e pitorescos de Granada, com ruas estreitas e casas típicas e que se mantém quase inalterado durante os últimos séculos. Não é por isso de estranhar que seja património da UNESCO desde 1994. Seguindo as ruas de Abayzín desembocamos no Bairro de Sacromonte onde encontramos as típicas casas da gruta, transformadas em clubes ou cafés de flamengo.

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Mais sobre Granada aqui.


Terminamos em Sevilha. Sevilha é uma daquelas cidades espanholas que soube manter o seu ar histórico e tradicional. Adoro perder-me nas ruas estreitas e sinuosas do Bairro de Santa Cruz e descobrir novos caminhos e recantos, adoro admirar, cá de baixo e de pescoço bem esticado a Giralda, o antigo minarete da cidade durante a ocupação árabe e que foi convertido em campanário para a Catedral de Sevilha. É uma obra de arte da arquitetura árabe e com mais de 104 metros de altura tem a melhor vista da cidade. Sevilha é especialmente grandiosa durante a Semana Santa na qual mais de 50 irmandades religiosas dos diferentes bairros da cidade desfilam pelas ruas, saindo das diversas igrejas até à “Carrera Oficial” (percurso oficial e obrigatório para todas), que começa na Campana e finaliza ao sair da Catedral, onde se realiza a estação de penitência. Milhares de pessoas nas ruas acompanham as irmandades que carregam esplendorosos andores que pesa para cima de uma tonelada e que são carregados por mais de uma dezena de Costaleros, durante um percurso que pode durar mais de 8 horas. Todas as procissões são acompanhadas de dezenas de irmãos e nazarenos que tentam imitar o sofrimento de Cristo com penitências públicas durante estas procissões. É uma cerimonia de grande respeito. Em Sevilha é também possível assistir aos melhores espetáculos de flamenco, seja nas ruas ou nas inúmeras salas e cafés. Foi nas suas imediações que o flamenco nasceu entre os gitanos, no final do século XVIII, e a cidade soube manter viva a tradição até hoje.

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Mais sobre Sevilha aqui e sobre a Semana Santa aqui.


Guia Prático:

Como ir: A Andaluzia é um daqueles destinos que se pode fazer de carro partindo de Portugal, no entanto estas cidades são também acessíveis de avião.

Mais uma escapadinha de fim de semana…Sevilhamos?

Continuando a serie “Escapadinhas de fim de semana”, sugiro agora uma que fica quase aqui ao lado. A grandiosa cidade de Sevilha.

Sevilha é uma daquelas localidades espanholas que nos prende na primeira visita. Talvez porque tenha sabido manter o seu ar histórico, talvez pelo sol e pelas cores com que nos recebe, talvez pela simpatia das gentes.

Eu amo Sevilha e já lá fui variadíssimas vezes, descobrindo sempre coisas novas…seja um novo recanto da cidade por onde ainda não tinha passado, seja um novo percurso até à Giralda, seja um novo boteco de tapas onde se come boa comida tradicional sem ser “roubado” por ser turista. Sevilha é simplesmente a cidade ideal para uma escapadela…e ainda vos deixo uma dica. Se forem de carro e conseguirem sair na 6ª feira pernoitem por Serpa, comecem o fim de semana com um delicioso jantar no Molho Bico e no dia seguinte, pela fresca siga viagem. Separam-vos apenas 2 horas de caminho entre Serpa e Sevilha.

Chegados a Sevilha partimos então à descoberta.

A Plaza de Toros de la Maestranza é a Catedral do Toureio Espanhola, um impressionante edifício que não podem deixar de visitar. É, talvez, a mais importante praça de touros espanhola. Foi construída originalmente em madeira e é uma das más antigas e mais bonitas de Espanha e a primeira de forma circular. É um dos monumentos mais interessantes da cidade.

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Em frente à praça encontramos a Torre do Ouro, na margem do Rio Guadalquivir e com uma vista impressionante. Tem 36 metros de altura e uma construção sólida de origem árabe justificada pelo objetivo pela qual foi construída, proteger a cidade das invasões através do Rio.

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Um dos meus espaços preferidos na cidade é a Plaza de España, pela sua imponência e por ser um dos melhores exemplos da arquitetura local. Foi construída para a Exposição Iberoamericana que teve lugar em Sevilha em 1929 e tem cerca de 50.000 m2 e 200 metros de diâmetro (bem impressionante). Representa um pouco de todas as províncias através dos desenhos pintados nos azulejo que decoram o espaço.

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Como é bom perdermo-nos pelas ruas estreitas e sinuosas do Bairro de Santa Cruz. Cada rua e ruela, cada praça ou pátio estão repletos de histórias de outros tempos. Muitas das praças, como a Plaza de los Venerables, estão atualmente repletas de esplanadas e bares… onde podemos provar algumas iguarias locais como Paella ou o delicioso Gaspacho.

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Impossível deixar de visitar Catedral de Sevilha e Alcázar. Ambos os edifícios são imponentes e destacam-se no coração histórico da cidade. Datam do século XIII, período da Reconquista, são até hoje a memória viva da presença árabe e cristã no território. A catedral é a maior da Espanha e o terceiro templo maior do mundo, tendo sido declarada Património da Humanidade pela UNESCO em 1987. Pela sua importância aqui estão sepultados grandes nomes da história espanhola como Cristóvão Colombo, Fernando III de Leão e Castela, Afonso X de Leão e Castela e Pedro I de Castela.

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Durante a Semana Santa a Catedral é a estação fulcral de penitência de todas as Confrarias e Irmandades. Todas entram na Catedral e é nas suas portas que a maioria dos sevilhanos e visitantes se concentram para ver passar e prestar homenagem às impressionantes procissões que duram um dia inteiro a percorrer a cidade.

Deixo, claro, o ponto mais imponente de Sevilha para o fim, La Giralda. Talvez porque seja aquele que dispensa apresentações, talvez porque até já seja suficientemente conhecido para apresentações. A Giralda é um antigo minarete que foi convertido em campanário para a Catedral de Sevilha. É uma obra de arte da arquitetura árabe e com mais de 104 metros de altura tem a melhor vista da cidade, apesar de a subida não ser para todos.

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Para descansar de um fim de semana intenso, recomendo um passeio tranquilo pelo Parque Maria Luísa, percorrendo as sua avenidas verdejantes, visitando as fontes e estátuas e, quem sabe, fazer um lanche nos seus relvados.

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Como ir e onde ficar:

Sevilha é um daqueles destinos que se pode fazer de carro partindo de Lisboa (são cerca de 4h/4h30 de caminho). No entanto a capital da Andaluzia também é acessível de avião.

Relativamente a hotéis, existem inúmeras hipóteses espalhadas pelo centro, mas pessoalmente prefiro o Tryp Macarena, localizado no típico bairro sevilhano com o mesmo nome. Fica mais afastado do Centro (cerca 10′ a pé) mas a relação qualidade preço é mesmo excelente e tem uma vista excecional do seu rooftop.

Aqui come-se bem!

Dois restaurantes, dois menus, duas refeições de qualidade com sabores tradicionais de nuestros hermanos. Aqui deixo duas sugestões para procurar numa próxima viagem a Sevilha.

# Restaurante Sacristia

Junto à torre da Giralda, numa das sossegadas rua laterais, este restaurante de tapas foi uma verdadeira surpresa. Por não nos decidirmos sobre o que pedir acabamos por escolher o prato de sete tapas diferentes. Muito bom! Muito bom também o valor final do almoço … 18€!! Gostei e recomendo.

# Restaurante Lá Cueva

Fica no Barrio de Sta. Cruz, na Calle Rodrigo Caro, e serve uma das melhores paellas que já tive a oportunidade de provar! Deliciosa e gigante. Recomendo ainda provar o Gaspazo que também me fico preso no palato. A sobremesa também não era nada má. O preço final não é tão simpático para a carteira (com vinho ultrapassa os 30€ por pessoa) mas vale a pena.

Semana Santa em Sevilha

A principal festa de Sevilha é a Semana Santa, na qual mais de 50 irmandades religiosas dos diferentes bairros desfilam pelas ruas, saindo das diversas igrejas até à “Carrera Oficial” (percurso oficial e obrigatório para todas), que começa na Campana e finaliza ao sair da Catedral, onde se realiza a estação de penitência.

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É todo um cerimonial de imponência e respeito e até os menos religiosos ficam em silêncio perante tamanho ato de fé. Cada andor pesa para cima de uma tonelada e é carregado por mais mais de uma dezena de homens (Costaleros) durante um percurso muito significativo e que pode durar mais de 8 horas a percorrer.

Todas as procissões são acompanhadas de dezenas de irmãos e nazarenos que durante a semana Santa tentam imitar o sofrimento de Cristo com penitências públicas durante estas procissões. Cada irmandade tem as suas cores e o seu estandarte e cada uma decora rica e exuberantemente os seus andores. Os dois mais decorados são definitivamente o da Virgem e o de Jesus Cristo na Cruz. Alguns são tão reais que até ficamos a pensar se são pessoas que ali vão.

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Mais informações sobre esta grande festa que anualmente leva enchentes de turistas a Sevilha aqui mas o melhor mesmo é passar por lá já na próxima semana e descobrir pessoalmente todo o mistério e imponência desta mega festa religiosa de nuestros hermanos. Recomendo vivamente…

Food Textures

Se há coisa que gosto de fazer em viagem (e não só) é comer! Conhecer novos pratos ou provar especialidades locais. Já comi em alguns locais de fazer crescer água na boca. Deixo abaixo alguns petiscos que já degustei por esse mundo fora, sendo que fica em falta a foto (estava demasiado ocupada no momento para me lembrar da foto) das Paellas de Sevilha e Barcelona e do Rissoto de Cogumelos de Roma.

  

 

Em Londres …

 

Em Paris …

Por fim…Itália. Sei que já aqui o referi mas a comida em Itália é verdadeiramente boa! Tudo tem sabor, tudo tem cor. Três pontos a favor…a comida, o café (não provei nenhum que não fosse bom) e os capuccinos (apesar de não gostar, todos os que me passaram pela vista tinham um aspeto perfeito).

 

 

 

 

Para terminar deixo uma dica preciosa. Em Itália se quiserem, como eu, fazer um brilharete e pedir uma bebida local optem pelo Spritz e esqueçam a Aranciata (mesmo que esta pareça apelativa no menu). Esta última não passa da boa e velha…Fanta Laranja. Acreditem, descobri tarde demais para grande mágoa minha.

Looking up

Grandes monumentos que já me deixaram largos minutos a olhar para cima de boca aberta.
 

Torre  Eiffel – Paris // 324 metros de altura

La Giralda – Sevilha // 97,5 m de altura

Campanário de Giotto – Florença // 84,75 m altura

Torre de Pisa
55,86 m no lado mais baixo
 56,70 m na parte mais alta

Big Ben – Londres // 96 m de altura