Angkor Wat: Como sobreviver a 400 km2 de templos?

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Angkor  é um grandioso complexo de 400 km2 e que reúne cerca de 100 templos (aqui), pelo que uma visita ao complexo deve ser previamente planeada, dependendo em grande parte do tempo disponível.

Primeiros passos: O primeiro passo é, definitivamente, definir os dias de visita. O ideal são 3 dias, mas é perfeitamente possível visitar alguns dos templos mais icónicos e outros mais pequenos num único dia (que foi o que fizemos). De seguida é necessário definir um itinerário pelo recinto. Existem alguns circuitos mais ou menos definidos (o Pequeno e o Grande) mas a verdade é que depende de cada pessoa definir o que quer ver. Próximo passo, comprar as entradas para o parque (existem para 1, 3 e 7 dias) e, por fim, arranjar transporte para o templo e pelo templo – qualquer hotel de Siem Reap disponibiliza um Tuk-Tuk ou negociar diretamente um nas ruas.

Com nascer do sol ou sem nascer do sol: A principal atração do local, para além dos próprios templos, é ver o nascer do sol em frente ao templo de Angkor Wat. É verdadeiramente especial, por isso se puder escolher…faça com nascer do sol. É um dia que acorda pelas 04h da manhã mas com o calor que está até nem é mau.

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Como ir e como se deslocar: Siem Reap fica a quatro km de Angkor Wat e alguns dos templos estão afastados entre si três ou quatro km pelo que o ideal é ir de tuk-tuk (ou carro). Existe também a hipótese de ir de bicicleta, mas dado o calor e as distâncias não recomendo. Alugar um Tuk-Tuk por um dia inteiro fica à volta dos 15-20$ e o motorista deixa-nos nos locais que queremos e espera por nós durante as visitas aos templos.

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Bilhete: A bilheteira fica a cerca de um km do parque e só é possível comprar presencialmente, tiram foto no local, e para o próprio dia (e seguintes se comprarem para mais do que um dia). Se forem com um condutor de tuk-tuk não têm que ter preocupações, ele sabe o caminho e antes de se dirigir para o complexo passará certamente por aqui.

Que itinerário fazer e que templos visitar: Existem diversos itinerários possíveis, para meio dia, um dia, dois e por aí em diante até sete. Aqui podem descobrir algumas opções. O ideal é levar já uma ideia do que ver. Os condutores dos Tuk-Tuk dão algumas recomendações, mas é importante fazer o plano, para não ficarem apenas pelos locais mais óbvios. Alguns dos templos mais pequenos e desconhecidos também merecem uma visita.

Sem duvida, Angkor Wat e Bayon. São os dois templos mais importantes e espetaculares e os melhores exemplos de arquitetura Angkoriana. Partindo de Angkor Wat e seguindo para Bayon passamos pela Porta Sul de Angkor Thom. Dentro deste complexo mais pequeno para além de Bayon, os templos mais interessantes Baphuon e Phimeanakas. Recomendo ainda uma passagem pelo Terraço dos Elefantes e pelo Terraço do Rei Leproso.

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Saindo dessa zona pela Porta da Vitória e já no exterior encontram-se os mais diversos pontos de interesse –  Ta Keo, Ta Prohm (famoso pela sua “participação” no filme Tom Raider), Banteay Kdei, Srah Srang e Prasat Kravan – e outros mais pequenos mas também dignos de uma visita como Thommanom ou Chau Say Tevada. Mais uma vez, o tempo disponível dita a visita.

No meu caso, estivemos apenas um dia e conseguimos ver estes locais todos, e nem foi preciso acelerar. Vimos tudo com tempo e calma e ainda regressamos a Siem Reap de dia e a tempo de uma bebida fresca de final de tarde.

Aqui podem encontrar o mapa do complexo e aqui um mapa aproximado do mini-complexo de Angkor Thom.

O que fazer e o que não fazer:

O que fazer:

– Preparar o itinerário em antecedência e saber que templos visitar;

– Chegar bem cedo, mesmo que não vão ver o nascer do Sol. Às 10h da manhã já está um calor abrasador, pelo que as primeiras horas da manhã são as melhores;

– Andar sempre com o bilhete. É solicitada na entrada da maioria dos templos;

– Levar protetor sol, repelente para insetos, chapéus de sol e água (pelo complexo podem ir comprando garrafas de água fresca);

– Levar um mapa e um guia para saber às quantas andam e para indicar ao motorista do Tuk-Tuk para onde querem ir;

– Levar roupa apropriada ou algum lenço para cobrir ombros e joelhos.

O que não fazer:

– Tentar ver tudo num dia. É impossível e extenuante. Se só tem um dia escolha os templos de forma criteriosa e relaxe. Visitando 3 ou 10 sairá sempre de Angkor com a sensação que ainda ficou tanto por descobrir e por ver;

– Achar que todos os templos são iguais. Big Mistake…não são. Aliás não existe nenhum que seja igual ao outro e qualquer um que visitem reserva uma surpresa para descobrir;

– Não descansar para ver tudo o que for possível, num único dia. Mais uma vez, Big Mistake. Existem uma série de templos que é possível subir, as distâncias mesmo dentro dos complexos mais pequenos são grandes e o calor e humidade uma loucura. Fazer pausas para descansar, beber uma água de coco ou comer qualquer coisa são fundamentais para não cairmos de cansaço. Lembrem-se, estão de férias!

2 pensamentos sobre “Angkor Wat: Como sobreviver a 400 km2 de templos?

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