12 dicas que fazem da Europa um grande destino

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Viajar na Europa é do melhor. Apesar de estarmos aqui neste cantinho as viagens são relativamente curtas e as cidades próximas umas das outras (mesmo uma viagem de 5 horas para a Rússia parece curta quando comparada com as 24h para a Tailândia, certo?)

No entanto, nem tudo é assim tão fácil. A Europa é composta por cerca de 50 países, com línguas distintas, moedas distintas (apesar do euro ser a moeda predominante) e tradições culturais e históricas distintas. Como escolher estão os destinos, quando ir e o que visitar? Como se deslocar entre países/cidades?  E as dúvidas existenciais como: Qual a moeda da Hungria (é o Florim húngaro já agora)? Vou para Vilnius, que moeda levo (o euro 🙂 )?

Nos últimos anos tive a oportunidade de percorrer uma série de países do velho Continente. Precisamente porque estão aqui mesmo ao lado e são o destino ideal para escapadinhas de fim-de-semana, viagens de 4 dias, ou um pouco maiores. Assim, compilei um conjunto de informações e dicas que acho que podem ajudar a aproveitar o máximo a vantagem geográfica de nos encontrarmos (mesmo que à beirinha) na Europa.

Deslocações

1) O avião é o meio prioritário de deslocação? Depende. De Portugal para Espanha já fui de avião (Madrid e Barcelona) e de carro (Sevilha e Serra Nevada). De Portugal para o resto da Europa, avião (e agora com os voos low cost é possível encontrar voos muito interessantes), é normalmente a opção mais rápida, mas de comboio também é possível, sobretudo para quem vai com bastante tempo disponível. Eu pessoalmente adoro!

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2) Ser flexível é fundamental e também estudar todas as possibilidades. Ora vejam. De Praga para Viena e de Viena para Budapeste fui de comboio. De Tallin para Riga e de Riga para Vilnius de avião. De Bruxelas para Londres de TGV (que na verdade também é um comboio, só que mais rápido). De Tallin para Helsínquia de ferry. Como vêm as opções são muitas e cada uma permite conhecer de uma forma diferente os diferentes países.

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Que países visitar

3) Como definir o itinerário? Mais uma vez depende.  A Europa é grande e incrivelmente diversificada pelo que planear um itinerário pode não ser uma tarefa fácil. Sugiro planearem de acordo com a disponibilidade de tempo, proximidade regional ou por tema (Báltico, Escandinávia, Reino Unido).

Como por exemplo?

Itinerários uma semana (7 a 10 dias)

Praga, Viena e Budapeste – Deslocações entre cidades realizadas de comboio (2 a 3 horas de distância).

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Riga, Vilnius, Tallin, Helsínquia – Deslocações entre Riga, Vilnius e Tallin de avião (como disse acima) e de Tallin para Helsínquia de Ferry (cerca de 2 horas)

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Berlim, Munique e Salzburgo – Deslocação entre Berlim e Munique feita de avião e entre Munique e Salzburgo de comboio.

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Milão, Veneza, Florença, Pisa, Roma – Todas as deslocações entre cidades feitas de comboio

Bruxelas, Gent, Bruges, Antuérpia,  Luxemburgo e Londres – Todas as deslocações entre cidades feitas de comboio, de Bruxelas para Londres foi de TGV

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Viagens de quatro dias ou menos: Sevilha, Barcelona, Madrid, Amesterdão, Dublin, Londres, Paris

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Quando visitar:

4) A Europa vale a pena visitar o ano todo e há sempre algo para todos os gostos. Para quem gosta de neve e frio, a Rússia e o Báltico são os destinos mais recomendados.

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5) A primavera é a melhor altura para visitar Paris, Londres, Roma, Veneza, Florença, e por aí em diante. É de longe a melhor altura do ano para viajar.

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6) No verão, para quem procura praia, existem as ilhas Baleares em Espanha – Ibiza, Menorca, Maiorca e a minha favorita Formentera. Boas praias, boa temperatura, bom ambiente. Para quem procura escapar ao calor com uma viagem mais cultural, recomendo a Polónia (não é muito quente) ou o Báltico.

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7) Barcelona e Madrid recomendo que sejam na primavera.

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8) Visitar Sevilha na altura da Páscoa, quando a cidade se veste a rigor para as comemorações da época Santa. Já Dublin é fugir de lá nesta época do ano, sobretudo para quem procura a cidade pelos seus inúmeros pubs. Na sexta-feira santa (a começar ainda na quinta-feira pelas 22h) não se vende uma gota de álcool.

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9) Por altura do Natal recomendo Londres, Viena e  Munique, por causa dos seus famosos mercados e feiras de natal.

Notas finais

10) Andar a pé. Na maioria das cidades é possível conhecer tudo ou quase tudo a pé (sendo talvez a exceção Moscovo pela sua dimensão). Caso vão com pouco tempo, os transportes públicos são sempre uma boa opção e uma forma de melhor ficar a conhecer a cidade.

11) Onde encontrar borlas. Porque elas existem e estão ali à espera de ser encontradas. De Paris a Londres, de Munique a Veneza é possível encontrar atrações a custo zero, nem que seja apenas ver as montras e fazer pic-nic num qualquer jardim da cidade. É só saber onde procurar e a imaginação é o limite.

12) As moedas! Não, nem todos os países da Europa usam euro. Sei que parece uma constatação tonta mas dúvida ainda surge aqui e ali. Antes de partir confirmar qual é a moeda local.

Alguém tem outras sugestões? Partilhem pf nos comentários 🙂

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